Antes de briga com Janones, Salles riu em conversa com apoiadores de Lula

Conversa aconteceu nos bastidores do debate na Band, onde Salles (foto) se desentendeu com Janones - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Conversa aconteceu nos bastidores do debate na Band, onde Salles (foto) se desentendeu com Janones - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Antes de se envolver em briga com Janones, Salles participou de conversa com apoiadores de Lula;

  • Papo envolveu Márcio França, Lúcia França e Marco Aurélio de Carvalho;

  • Ex-ministro chegou a admitir que todos seus “advogados são petistas”.

O ex-ministro Ricardo Salles participou, nos bastidores do debate na Band na noite deste domingo (28), de uma conversa descontraída com apoiadores de Lula, pouco antes de se envolver em uma briga com o deputado André Janones. O papo envolveu Márcio França, ex-governador e atual candidato ao Senado pelo PSB, a educadora e esposa de França, Lúcia França – que também é vice de Fernando Haddad - e Marco Aurélio de Carvalho, advogado e líder do grupo antilavajista Prerrogativas.

Conforme divulgado pelo portal Metrópoles, Carvalho comentou que não entendia o motivo de Salles e outros bolsonaristas criticarem tanto os signatários da Carta pela Democracia, elaborada por juristas e pela Faculdade de Direito da USP (FDUSP), dado que sempre recorrem a advogados progressistas quando precisam resolver alguma pendência com a Justiça.

Nisso, Salles riu e admitiu: “Todos os meus advogados são petistas”. Ele é representado por Roberto Podval, uma das lideranças do Prerrogativas e que foi advogado de Zé Dirceu, ex-ministro de Lula.

Carvalho, então, exemplificou a situação ao apontar que o empreiteiro Meyer Nigri, um dos investigados por publicar mensagens golpistas em um grupo do WhatsApp, contratou Alberto Toron para defendê-lo. O advogado também faz parte do Prerrogativas e doou R$ 20 mil para financiar as campanhas do PT neste ano.

Nessa hora, França, que até então só escutava a conversa, lançou um velho bordão que fez Salles rir e encerrou o papo. “Quando cai um avião cheio de comunistas, não tem um deles que não grita por Deus”, brincou. Os dois se conhecem da época em que o ex-ministro era secretário no governo Alckmin em São Paulo.