Antes de morrer, Ian Brady revela que matou cinco crianças

Ian Brady morreu na segunda-feira (Foto: PA)

O assassino Ian Brady revelou que matou cinco crianças na década de 60, antes de morrer, em um hospital psiquiátrico nesta segunda-feira.

O notório assassino, que torturou e matou cinco crianças nos anos 60, teve como cúmplice Myra Hindley, que alegou que os horríveis crimes foram motivados pelo existencialismo.

O Dr. Alan Keightley, que visitava Brady na prisão, todos os meses, desde 92, fez as seguintes declarações num artigo para o Daily Mail.

Descrevendo uma conversa com Brady, ele escreveu: “Por que crianças?”, exigi saber. Ele respondeu imediatamente, sem pestanejar, que se tratava de um “exercício existencial”.

No artigo, Keightley também afirma que Brady era “um niilista que acreditava que não havia sentido na vida, que o universo não tinha finalidade e que a religião era uma ilusão”.

Ian Brady discutiu questões legais com seu advogado um pouco antes de morrer (PA)

Keightley, um ex professor de ensino religioso, fez seu primeiro contato com Brady após ter sido encorajado pela mãe de Lesley Ann Downey, uma das vítimas do assassino.

Ela havia falado com seus alunos sobre sua incapacidade de perdoá-lo pelos horríveis crimes que havia cometido, sugerindo que o Dr. Keightley deveria conhecer o assassino.

Brady e sua parceira, Myra Hindley, que morreu na prisão em 2002, torturaram e assassinaram cinco crianças entre julho de 1963 e outubro de 1965 nas proximidades em Manchester e arredores.

Ambos foram presos em 1966, por três assassinatos. Mais tarde, eles confessaram mais dois.

No momento de sua morte, ele estava sendo tratado de um enfisema – e foi instado a revelar onde enterrou o corpo da vítima Keith Bennett, que nunca foi encontrado.

No Facebook, após a morte de Brady, o irmão de Keith Bennett, Alan, disse: “Continuaremos fazendo o que for possível para trazer o corpo de Keith para casa”.

Nick Reilly

Yahoo News UK