Antes dose única, Johnson & Johnson recomenda reforço da vacinação

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A woman leaves with her bike at Johnson and Johnson's subsidiary Janssen Vaccines in Leiden, Netherlands March 9, 2021. REUTERS/Piroschka van de Wouw
Vacina era considerada de dose única, mas após oito meses, Janssen recomenda reforço (Foto: REUTERS/Piroschka van de Wouw)
  • Após oito meses, nível de anticorpos gerados pela vacina da Janssen começa a cair

  • Por isso, Johnson & Johnson recomenda uma dose de reforço da vacina

  • Ao mesmo tempo, mundo discute aplicação da terceira dose de outras vacinas

A vacina da Janssen contra a covid-19 não deve ser mais em dose única. Na última quinta-feira (25), a Johnson & Johnson anunciou que apoia uma aplicação de dose de reforço para o imunizante da Janssen, braço farmacêutico da empresa.

Um estudo conduzido pela empresa indicou que a dose de reforço ajuda a aumentar os níveis de anticorpos produzidos pela vacina da Janssen. Após a primeira dose, são 28 dias até a imunização completa e o estudo indica que os altos índices de anticorpos duram oito meses.

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“Nós estabelecemos que uma dose da nossa vacina contra a covid-19 gera uma resposta imune forte e robusta que persiste por oito meses. Com essas novas datas, nós vemos que uma dose de reforço da vacina da Johnson & Johnson pode aumentar a presença de anticorpos em quem já havia recebido a vacina”, explicou Mathai Mammen, diretor global de pesquisa da Janssen.

“Nós estamos ansiosos para discutir a possibilidade de uma nova estratégia de vacinação com as autoridades de saúde pública, com um reforço depois de oito meses ou mais da primeira dose”, disse.

Agora, a Johnson & Johnson está em contato com o FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do mesmo país e também com a agência regulatória europeia para discutir a possibilidade de dar uma dose adicional da vacina da Janssen.

O novo posicionamento da empresa acontece ao mesmo tempo que o mundo debate a possibilidade de uma terceira dose de outras vacinas, como a da Pfizer, CoronaVac e também a Oxford/AstraZeneca, que tem a mesma tecnologia da vacina da Janssen.

No Brasil, o governo federal anunciou que começará a aplicar a dose de reforço na população a partir de 15 de setembro. Em outros países, a dose adicional já está sendo utilizada.

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