Antigos caciques do MDB do Rio, Pezão e Cunha voltam à cena política e atuam por aliados

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Distantes da vida política nas últimas eleições, antigos caciques do MDB do Rio, como Eduardo Cunha e Luiz Fernando Pezão, voltaram à cena neste ano e reassumiram o papel de articuladores de campanhas ao governo e ao Senado. Enquanto isso, o ex-governador Anthony Garotinho tenta se viabilizar como candidato do União Brasil ao Palácio Guanabara. O retorno de velhos nomes da política joga luz sobre a influência que ainda exercem nos bastidores e a capacidade de atrair votos a despeito das prisões, acusações de desvios e condenações que os deixaram inelegíveis.

Candidato a deputado federal em São Paulo, Cunha, ex-presidente da Câmara, é visto como um “homem forte” da campanha à reeleição do governador do Rio, Cláudio Castro (PL). Responsável por aproximar Castro do eleitorado evangélico, ele tem agido como interlocutor em convenções com pastores no interior e na Baixada Fluminense. Com bom trânsito em vários segmentos, ele referenda o nome do governador a líderes batistas, metodistas e pentecostais. Nos encontros, Cunha também pede votos para a sua filha Daniela Cunha (União), que será candidata pelo Rio. O ex-deputado chegou a inaugurar obras e subiu ao palanque de Castro.

Em outro momento, um encontro no Palácio Guanabara deixou claro que Cunha ainda é capaz de mover as peças do jogo político do Rio: na ocasião, Garotinho foi chamado por Castro para desistir da pré-candidatura. Cunha estava no local e falou em nome dos líderes do União Brasil que se opõem à empreitada — a operação para convencê-lo a abrir mão de disputar o governo estadual ainda está em curso.

Aposta do diretório estadual do União pelo potencial de votos que ainda tem no Norte Fluminense, Garotinho ainda precisará se livrar de entraves judiciais para ser candidato. Pesam contra o ex-governador duas condenações em segunda instância, por improbidade administrativa e cooptação de votos, que o tornam inelegível.

“Gratidão não prescreve”

Em outro campo, o ex-governador Luiz Fernando Pezão, que também foi preso na Lava-Jato e segue inelegível, voltou à ativa. Ele tem ligado para deputados e prefeitos e pedido que declarem apoio a André Ceciliano (PT), que tenta o Senado.

— Já falei com políticos de vários municípios e pedi, sim, pelo André. Ele me ajudou muito aprovando as minhas contas, mesmo depois de preso. Gratidão não prescreve — afirma ele, que subiu ao palanque de Ceciliano no evento que oficializou a pré-candidatura, mas não foi chamado a falar.

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