Antigos integrantes da Lava-Jato do Rio sinalizam racha com PGR após delação de advogado

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RIO — Depois de anos de parceria em investigações no Rio, há um rompimento em curso na relação entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os antigos integrantes da Lava-Jato do Rio, atualmente lotados no Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O que causou o atrito foi a proposta de delação premiada do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, aprovada pela PGR e ainda aguardando homologação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em sua colaboração, Nythalmar, que advogou para nomes como os empresários Fernando Cavendish e Artur Soares Filho, questiona métodos supostamente ilegais da operação no Rio.

Em nota após a revelação de que a PGR aceitou a delação de Nythalmar, a antiga força-tarefa da Lava Jato considerou “surpreendente que a Procuradoria-Geral da República tenha celebrado acordo de colaboração com Nythalmar Dias Ferreira Filho, figura conhecida por distorcer a realidade de fatos para obter benefícios pessoais”. Procuradores fluminenses se consideram traídos pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e sua sub, Lindôra Araújo.