Anvisa autoriza estender tempo de armazenamento da vacina da Pfizer em refrigerador comum

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 04.05.2021 - Chegada do primeiro lote de vacinas da Pfizer na cidade de São Paulo.  (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 04.05.2021 - Chegada do primeiro lote de vacinas da Pfizer na cidade de São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta sexta-feira (28) mudanças nas condições de armazenamento da vacina da Pfizer contra a Covid-19. A medida permite manter o imunizante armazenado em temperatura de 2ºC a 8ºC por até 31 dias.

Antes, o tempo previsto de armazenamento nessa temperatura, que é equivalente a de um refrigerador comum, era de no máximo cinco dias.

Na prática, a mudança deve facilitar a distribuição da vacina, inicialmente restrita às capitais, a mais cidades do país. Segundo o Ministério da Saúde, as condições aprovadas correspondem à faixa de temperatura mais comum na rede pública de saúde dos municípios.

O pedido para alterar as condições de armazenamento havia sido feito pela Pfizer na última sexta-feira (21). A solicitação ocorreu após a empresa obter autorização da agência regulatória europeia e de órgãos semelhantes em outros países.

Em nota, a Anvisa diz que, para aprovar as novas condições, avaliou novos estudos de estabilidade apresentados pelo laboratório, os quais definem por quanto tempo e em quais condições a vacina mantém suas características sem alteração. A mudança passa a constar no texto da bula da vacina.

Em geral, vacinas que usam a nova tecnologia chamada de mRNA, como a da Pfizer e a da Moderna, precisam de temperaturas muito baixas —entre -40ºC a -70°C— para se conservarem no longo prazo e têm critérios mais restritos de armazenamento após retiradas dos ultracongeladores onde sua preservação é indicada.

Atualmente, o Ministério da Saúde tem contratos para obter 200 milhões de doses de vacinas da Pfizer. Os acordos foram fechados após meses de negativas a propostas da empresa. Na época, a Pfizer já havia apresentado propostas como uma caixa de armazenamento para distribuir as vacinas, mas o governo também justificava a falta de acordo por discordâncias a cláusulas no contrato. O tema é hoje alvo da CPI da Covid.

Um primeiro acordo foi assinado em março, e as entregas começaram em abril. Inicialmente, a distribuição ficou restrita a capitais. Aos poucos, tem sido ampliada para mais cidades.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde após as primeiras entregas, assim que recebidas no país, as doses ficam mantidas a uma temperatura de -90°C a -60°C no centro de distribuição, em Guarulhos (Grande SP).

Ao serem enviados aos estados, os imunizantes ficam expostos a temperatura de -20°C e, nas salas de vacinação, ficam guardadas em geladeiras comuns (de 2°C a 8°C) por cinco dias —prazo que poderá ser ampliado a partir de agora.

Em nota divulgada nesta sexta (28), o Ministério da Saúde diz que a mudança permitirá que o imunizante fique mais tempo nesses locais.

A pasta diz ainda ter um processo de compra em andamento de 183 ultrafreezers por meio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e que, por isso, planeja enviar em breve as vacinas da Pfizer aos estados nesses equipamentos, o que facilitaria o armazenamento.

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