Anvisa autoriza importação de matéria-prima para fabricação da CoronaVac pelo Butantan

Redação Notícias
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Dr. Gustavo Romero, of University Hospital of Brasilia’s Nucleus of Tropical Medicine, presents to the press China’s Sinovac Biotech experimental vaccine for the new coronavirus before it is administered to volunteers in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 5, 2020. According to a statement from the University Hospital, 850 volunteers, including health professionals, will receive shots starting Wednesday as part of a study on whether the experimental vaccine works. (AP Photo/Eraldo Peres)
A CoronaVac está atualmente na terceira fase de testes. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta quarta-feira autorizar a importação da matéria-prima da Sinovac necessária para que o Instituto Butantan fabrique a vacina “CoronaVac” contra a Covid-19, informou o órgão regulador em comunicado.

A decisão da Anvisa de autorizar a importação do insumo foi tomada em caráter excepcional após alegação do Instituto Butantan de que estaria havendo demorado na liberação dessa etapa. Nesta quarta (28), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a demora na liberação provocaria um atraso no coronograma de produção da vacina, a qual deveria ter sido iniciada na segunda quinzena de outubro.

Por ora, entretanto, não há vacina autorizada contra a Covid-19 no país. A CoronaVac está atualmente na terceira fase de testes.

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A vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac Biotech é alvo de disputa política envolvendo o Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a negociação para adquirir as 46 milhões de doses. Contrariado, Bolsonaro mandou cancelar a compra – e o ministério, por sua vez, divulgou novo posicionamento afirmando que não havia intenção de compra.

A decisão da Anvisa foi aprovada por Doria, que festejou a autorização em seu perfil no Twitter.

O estado de São Paulo pretende disponibilizar 46 milhões de doses da Coronavac até o fim de 2020. Segundo Doria afirmou na mesma entrevista, as primeiros seis milhões devem chegar da China na próxima semana, já prontas para aplicação.

As outras 40 milhões de doses serão produzidas pelo Instituto Butantan com a matéria-prima importada da China. Segundo Covas, a fábrica está pronta, aguardando a chegada dos insumos para iniciar a produção.