Anvisa autoriza a retomada de testes da vacina Coronavac

NATÁLIA CANCIAN
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*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), exibe frasco de vacina conta a Covid-19. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 21.10.2020 - O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), exibe frasco de vacina conta a Covid-19. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta quarta-feira (11) a retomada dos testes da vacina Coronavac, produzida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Os testes haviam sido suspensos na segunda (9) após a agência informar ter recebido a notificação de um evento adverso grave em um voluntário. Segundo a agência, o objetivo era verificar dados de segurança e risco/benefício.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a morte de um voluntário não teve relação com a vacina. A principal suspeita dos investigadores ouvidos é a de que a pessoa, um químico de 32 anos, tenha cometido suicídio ou tido uma overdose.

A hipótese de suicídio é vista como mais provável por pessoas ligadas ao caso e o Boletim de Ocorrência, obtido pela Folha, registra o caso como "suicídio consumado".

Parecer de um comitê independente internacional recebido pela Anvisa na tarde desta terça (10), porém, descartou uma relação com a vacina.

Desde então, a possibilidade de retomar os testes era avaliado pela equipe técnica da agência, em meio a uma guerra política em torno das vacinas e a divergências em posições da Anvisa e do Butantan.

Em nota, a Anvisa diz que, "após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina."