Anvisa conclui que morte de adolescente em SP não teve relação com vacina da Pfizer

·1 minuto de leitura

BRASÍLIA — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu que a morte de uma garota de 16 anos não teve relação com a vacina da Pfizer. O anúncio foi feito nesta segunda-feira depois de representantes de farmacovigilância do órgão analisarem dados apresentados pela Secretaria estadual da Saúde de São Paulo durante reunião.

Na sexta-feira, o governo paulista já havia afirmado que o imunizante não era a causa provável do óbito, mas uma doença rara, autoimune e potencialmente fatal chamada Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PPT). A jovem morreu em 2 de setembro em São Bernardo do Campo (SP), uma semana depois de receber a vacina, mas a informação só se tornou pública na última quinta-feira. A enfermidade acomete, principalmente, pessoas de 20 a 40 anos.

“Os dados apresentados durante a reunião foram considerados consistentes e bem documentados, indicando a ausência de relação causal entre a administração da vacina e o evento adverso investigado”, informa a Anvisa, em nota.

Mesmo após o anúncio do governo de São Paulo, o Ministério da Saúde não voltou atrás nesta segunda e continua a recomendar a vacinação de adolescentes que tenham comorbidade. Para os demais, a aplicação segue suspensa. À revelia das orientações da pasta, estados e municípios mantém a imunização dos jovens de 12 a 17 anos. Entre esses locais, estão Brasília, Rio e São Paulo. A capital federal decidiu estender a primeira dose aos jovens de 13 anos sem comorbidades a partir de terça-feira.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos