Anvisa dá aval para insumo da Fiocruz, e Brasil terá vacina contra Covid 100% nacional

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco contendo o imunizante da AstraZeneca, contra a Covid-19. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco contendo o imunizante da AstraZeneca, contra a Covid-19. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) aprovou nesta sexta-feira (7) a inclusão do insumo farmacêutico ativo (IFA) produzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) na fabricação da vacina contra Covid-19 da Fiocruz/AstraZeneca. A decisão abre caminho para o Brasil ter uma vacina 100% nacional, com todas as etapas de produção realizadas no país.

O imunizante da farmacêutica está autorizado em território nacional desde 17 de janeiro de 2021 e recebeu o registro definitivo em 12 de março de 2021, mas o insumo utilizado para fabricação era importado da China ou da Índia.

De acordo com a agência, a decisão foi tomada após a realização de estudos de comparabilidade. "Esses estudos demonstram que, ao ser fabricado no país, o insumo mantém o mesmo desempenho que a vacina importada", explicou o órgão, em nota.

Em maio de 2021, a Anvisa já havia concedido a Certificação de Boas Práticas de Fabricação do novo insumo, o que garante que a linha de produção cumpre com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Ainda segundo a agência, a Fiocruz vinha realizando a produção de lotes testes para obter a autorização de uso do IFA nacional na vacina Covid-19.

Em junho, a fundação assinou um contrato de transferência de tecnologia que permitia a produção, no Brasil, do insumo farmacêutico ativo usado na fabricação da vacina AstraZeneca/Oxford contra a Covid.

A assinatura do contrato com a farmacêutica já era esperada desde 2021, mas passou por atrasos nos últimos meses, chegando a ficar sem previsão de data.

A expectativa é que a medida facilite a produção a produção da vacina no país e evite situações como as que ocorreram no início da vacinação, quando atrasos no envio de insumos da China levaram a constantes revisões no cronograma de entrega de doses do imunizante.

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