Anvisa diz que vacinas doadas à Conmebol precisam ser passadas ao SUS se entrarem no Brasil

Pedro Fonseca
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Frascos de SinoVac no Butantan

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira que as vacinas doadas pela chinesa Sinovac à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para imunizar jogadores terão de ser repassadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para serem utilizadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI) caso entrem no Brasil.

A Anvisa esclareceu, em nota, que não recebeu, até o momento, pedido de importação dos imunizantes, e que qualquer pedido nesse sentido deve seguir a lei recentemente aprovada pelo Congresso Nacional que só autoriza a importação de vacinas contra Covid-19 por pessoas jurídicas desde que sejam integralmente doadas ao SUS.

Somente após o término da imunização dos grupos prioritários previstos pelo Ministério da Saúde as pessoas jurídicas poderão adquirir, distribuir e administrar vacinas, mesmo assim desde que pelo menos 50% das doses sejam obrigatoriamente doadas ao SUS e as demais sejam utilizadas de forma gratuita, acrescentou a agência.

Na véspera, a Conmebol informou que receberá 50 mil doses de vacinas contra Covid-19 doadas pela Sinovac para imunizar jogadores de futebol profissionais que participam de torneios de primeira categoria.