Anvisa envia resposta técnica à médica que classifica vacina como 'produtos experimentais'

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BRASÍLIA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quinta-feira resposta técnica a questionamentos de um grupo de médicos contrários a vacinação infantil. Intitulado como ''Questionamentos sobre vacinação de crianças brasileiras – 45 médicos'', o arquivo foi encaminhado ao email do Gabinete do Diretor-Presidente da Anvisa no último dia 17. Com 22 páginas, a agência reguladora respondeu as pessoas que são contra a imunização de crianças entre 5 e 11 anos.

''A avaliação de qualquer vacina não é um ato simples. Antes de tudo, são estabelecidos os padrões técnicos, as regras e os requisitos que devem ser seguidos para, ao final, ser possível que o seu desenvolvedor apresente para avaliação uma vacina com qualidade, segurança e eficácia contra a doença que se pretende prevenir. Esses padrões são internacionalmente discutidos e seguidos por autoridades reguladoras de todo o mundo, e também pelos desenvolvedores das vacinas'', ponderou a agência.

O grupo de médicos anti-vacinação de crianças é encabeçado pela médica Maria Emília Gadelha Serra e cita o nome de outros 45 profissionais da saúde, no entanto, não consta assinatura de nenhum deles.

A médica Maria Emilia Gadelha Serra, quem enviou o email à Anvisa, é conhecida por classificar as vacinas como ''produtos experimentais''. Serra já deu várias declarações com inverdades sobre os imunizantes. Em dezembro, um vídeo que circula nas redes sociais mostra a médica afirmando que a Coronavac contém alumínio na sua composição, o que não é verdade. O imunizante tem hidróxido de alumínio, em níveis seguros aos humanos, usado para potencializar a resposta imunológica.

O grupo de médicos argumentou no documento que o imunizante para o público infantil tem ''caráter experimental''. A Anvisa, por sua vez, desmentiu os especialistas. ''Trata de uma vacina devidamente registrada, não se tratando de produto experimental'', informou a agência.

No documento, o órgão detalhou as etapas de aprovação e de uso das vacinas contra a Covid-10 no Brasil. Explicou também os dados avaliados para que o imunizante da Pfizer fosse aprovado para crianças entre 5 e 11 anos.

“Reiteramos que a vacinação também é importante para aumentar a proteção daqueles com maior risco de desenvolver a doença na forma grave, reduzindo a necessidade de hospitalização, a disseminação do vírus e prevenindo o surgimento de novas cepas de maior preocupação”, completou Anvisa.

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