Anvisa interrompe testes da Coronavac após 'evento adverso grave'

Leandro Prazeres
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Divulgação
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BRASÍLIA — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta segunda-feira a interrupção do estudo clínico da vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac. Segundo a agência, a interrupção se deu por conta de um “evento adverso grave” durante a fase de testes da vacina. Em nota, a Anvisa não detalhou qual teria sido o evento detectado.

O anúncio da Anvisa acontece horas depois de o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) ter anunciado que o primeiro lote da vacina chegaria ao estado no dia 20 de novembro.

Ainda de acordo com a Anvisa, o evento adverso teria sido comunicado no dia 29 de outubro.

“O evento ocorrido no dia 29/10 foi comunicado à Anvisa, que decidiu interromper oe studo para avaliar os dados observados até om omento e julgar sobre o risco/benefício da continuidade do estudo”, diz um trecho da nota divulgada pela Anvisa na noite desta segunda-feira.

Ainda segundo a agência, detalhes sobre o que levou à interrupção do estudo da Coronavac não poderão ser divulgados por conta de “compromissos de confidencialidade assumidos no protocolo de desenvolvimento” da vacina.

De acordo com a Anvisa, eventos adversos graves podem ser um óbito, eventos potencialmente fatais, incapacidade ou invalidez do voluntário ou que exija a internação hospitalar do paciente por período prolongado, anomalias congênitas entre outros fatores.

A Anvisa não anunciou quando o estudo da Coronavac poderá ser retomado.

A suspensão acontece em meio à disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria. Em outubro, o presidente chegou a dizer que o governo federal não compraria a vacina desenvolvida em parceria com a China nem que ela fosse aprovada pela Anvisa.