Anvisa pede mais informações para analisar uso de autotestes de covid-19

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Anvisa precisa decidir sobre a utilização de autotestes de covid-19 no Brasil (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Anvisa precisa decidir sobre a utilização de autotestes de covid-19 no Brasil (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Anvisa adiou a análise sobre a utilização de autotestes de covid-19 no Brasil

  • A decisão foi tomada em reunião da Diretoria Colegiada da entidade nesta quarta-feira (19)

  • Ministério da Saúde enviou ofício solicitando a aprovação na última sexta-feira (14)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a análise, nesta quarta-feira (19), sobre a utilização de autotestes de covid-19 no país. A decisão foi tomada em reunião da Diretoria Colegiada da entidade.

A relatora do pedido de liberação, diretora Cristiane Jourdan, se manifestou favoravelmente à autorização, mas os demais colegas avaliaram que é necessário solicitar que o Ministério da Saúde inclua a autotestagem como uma política pública permanente para, então, a Anvisa avaliar o tema novamente.

Na última sexta-feira (14), a Agência recebeu a nota técnica do Ministério da Saúde sobre os autotestes.

Em função da explosão de casos da variante Ômicron, a disponibilidade de testes nos laboratórios está comprometida. Por isso, o ministério defendeu que esta seria uma forma de prevenir e controlar surtos da doença.

A pasta detalhou, no documento, que a venda de autotestes, que ainda não possui regulamentação no Brasil, "pode ser uma excelente estratégia de triagem, pois devido ao curto tempo para o resultado, pode-se iniciar rapidamente o isolamento dos casos positivos e as ações para interrupção da cadeia de transmissão".

Ainda na nota, o Ministério afirmou que "a prevenção e o controle de surtos dependem cada vez mais da frequência dos testes e da velocidade de notificação (uma vantagem dos testes de antígeno)".

Para isso, foram elencadas as seguintes justificativas:

  • O autoteste tem excelente aplicabilidade no contexto epidêmico com o objetivo de:

  • Ampliar oportunidades de testagem para sintomáticos, assintomáticos e possíveis contatos;

  • Realizar testes antes de se reunir em ambientes fechados com outras pessoas;

  • Não sobrecarregar serviços de saúde, que já estão muito além do limite de sua capacidade de atendimento;

  • Testar, isolar, e encaminhar os casos positivos para o Sistema de Saúde (ou tele-atendimento), para a melhor assistência e a quebra da cadeia de transmissão;

  • Sair do isolamento, após resultado negativo e sem sintomas.

Anvisa irá deliberar sobre Coronavac para crianças

Amanhã (20), a Anvisa vai decidir sobre o pedido do Instituto Butantan para o uso emergencial da Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos de idade.

Até o momento, somente a vacina da Pfizer pode ser aplicada em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos.

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