Anvisa proíbe máscaras de acrílico, com válvulas, bandanas e 'face shield' em aeroportos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira, novas regras para uso de máscaras em aeroportos do país e dentro de aviões. A medida proíbe o uso de máscaras que deixem áreas livres para entrada e saída de gotículas. Assim, os passageiros não poderão usar bandanas, lenços, máscaras de acrílico ou modelos com válvula de expiração. Passageiros também não podem transitar em aeroportos apenas com face shield. As novas regras passam a valer a partir do dia 25 de março.

O modelo permitido pela Anvisa são as máscaras de tecido, artesanais ou industriais, com mais de uma camada de proteção. Segundo a regra, a máscara deve estar bem ajustada ao rosto. As mudanças foram motivadas pelo surgimento de novas variantes do coronavírus e o aumento das taxas de transmissão.

— O uso da máscara é um ato de cidadania. Uma medida em defesa da própria vida e do próximo— disse o diretor Alex Machado Campos, relator da medida.— Para mitigar a propagação do vírus SARS-CoV-2 e, consequentemente, o surgimento de novas variantes, é preciso reforçar o distanciamento social, a higienização das mãos e o uso de máscaras faciais. Dentre essas ferramentas para a proteção da saúde, é importante destacar o uso eficaz das máscaras, especialmente pela população que transita por ambientes confinados e coletivos.

Dentro do avião, os passageiros só podem retirar a máscara para tomar água ou, no caso de crianças, idosos, e pessoas com algum tipo de doença que precise de dieta específica, para comer.

"Pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado da proteção e crianças com menos de três anos de idade não serão obrigadas a usar a proteção facial", explica a Anvisa.