Anvisa vai indagar Azul sobre entrada de Bolsonaro sem máscara em avião

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Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
  • Presidente foi gravado em aeronave da companhia na última sexta

  • Bolsonaro retirou a máscara para falar e tirar fotos

  • Agência afirma que a empresa tem responsabilidade em fazer cumprir normas sanitárias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) irá pedir à Azul Linhas Aéreas explicações sobre pela entrada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um de seus aviões, em Vitória, na última sexta-feira (11). O episódio, que foi registrado em vídeo, causou aglomerações. 

Assista:

O presidente subiu em uma aeronave da companhia para cumprimentar passageiros, e foi recebido com gritos de apoio e vaias. Nas imagens, é possível ouvir ele ser chamado de “mito” e “genocida”. Bolsonaro foi criticado por retirar a máscara para falar e tirar fotos.

De acordo com a Anvisa, o comandante é a autoridade máxima a bordo de um avião, portanto é de sua responsabilidade a entrada e saída de pessoas da aeronave, além do uso de máscara pelos passageiros. Assim, ele deve fazer cumprir leis, incluindo normas sanitárias, estabelecidas pelo órgão regulador.

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Entre estas normas, a Anvisa acrescentou, por conta da pandemia de Covid-19, o uso de máscara obrigatório em terminais, voos, meios de transporte e qualquer outro estabelecimento em áreas aeroportuárias.

A fiscalização do cumprimento das normas não está a encargo apenas da agência, afirma a Anvisa, mas também dos funcionários das companhias aéreas, as administradoras de terminais e os concessionários.

"Diante da resistência quanto ao uso de máscara, o viajante pode ser conduzido às dependências da Anvisa nos aeroportos, para a lavratura de auto de infração sanitária, que pode, ao final, culminar em multa para o infrator", afirma a Anvisa.

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