Ao lado do Bondinho, museu usa pinturas em 3D para criar novos cenários

Gilberto Porcidonio
O menino Gabriel, de 5 anos, se diverte ‘voando’ de asa delta pelo Rio, com o Pão de Açúcar ao fundo

RIO — Na primeira sala, uma fila de crianças e adultos espera para registrar o seu momento de serem “presos” em uma taça gigante por um ciclope. Logo ao lado, um jovem é flagrado subindo nos ombros do Cristo Redentor. No ambiente seguinte, turistas se equilibram no pandeiro de um sambista na Lapa e tubarões atacam um bote e seus tripulantes. No Museu de Ilusões, que chega pela primeira vez ao Rio, os únicos limites para a imaginação são a câmera do celular e o ângulo da foto.

Depois de passar pela Europa, Ásia e também Estados Unidos, a instalação está ao lado da estação do Bondinho do Pão de Açúcar, na Praia Vermelha, na Urca. A partir da próxima quarta-feira, o museu deixará o esquema de soft-opening para abrir oficialmente. Até ontem, duas mil pessoas já tinham se aventurado no espaço de 300 metros quadrados, com 40 painéis desenhados à mão nas paredes por artistas nacionais e internacionais.

Nas salas, os visitantes podem tirar fotos: a impressão, com os cenários 3D, é de “entrar” no universo das culturas e dos pontos turísticos do Rio e da América Latina. A entrada do museu, que é um dos mais “instagramável” do mundo, custa R$ 66 (inteira).

Gabriel, de 5 anos, ficou fascinado de “voar” de asa delta com o Pão de Açúcar ao fundo.

— Acho que ele não deixa muita dúvida sobre qual lugar ele gostou mais — revelou Raquel Almeida, mãe do garoto.