Ao menos 15 militares estão envolvidos em atos golpistas; saiba quem são

Lista inclui PMs, integrantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e até um bombeiro preso

Vilmar José Fortuna, capitão reformado da Marinha, em frente ao Congresso durante os atos de 8 de janeiro (Foto: Reprodução)
Vilmar José Fortuna, capitão reformado da Marinha, em frente ao Congresso durante os atos de 8 de janeiro (Foto: Reprodução)
  • Ao menos 15 militares estão envolvidos em atos golpistas;

  • Lista inclui PMs, integrantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e até um bombeiro preso;

  • Eles defendem pautas antidemocráticas, alegam fraude nas eleições e querem Lula fora do poder.

Ao menos 15 militares estão envolvidos em atos golpistas a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de alegarem que houve fraude nas eleições, eles defendem pautas antidemocráticas – como intervenção militar – e pressionam pela saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A lista, levantada pelo jornal O Globo, envolve policiais militares, integrantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e até um bombeiro preso, suspeito de financiar os atos terroristas no Distrito Federal. Veja abaixo os nomes:

  • Bombeiro Roberto Henrique de Souza Júnior;

  • Sargento Rogério Caroca Barbosa;

  • Major Onilda Patrícia de Medeiros Silva;

  • Sargento Amauri Silva;

  • Sargento Carlos Ibraim Gomes;

  • Sargento Maurício Onezimo Jaco;

  • Sargento Sergio de Souza Magalhães;

  • Subtenente Nilton Barbosa dos Santos;

  • Subtenente reformado José Paulo Fagundes Brandão;

  • Ex-cabo da Aeronáutica Arthur de Lima Timóteo;

  • Oficial da reserva Adriano Camargo Testoni;

  • Oficial da reserva Ridauto Lúcio Fernandes;

  • Sargento da PM do DF Ednaldo Teixeira Magalhães;

  • PM da ativa em Goiás Silvério Santos;

  • Capitão-de-mar-e-guerra reformado Vilmar José Fortuna.

Quem são os militares envolvidos em atos golpistas?

Bombeiro Roberto Henrique de Souza Júnior

Foi preso nesta segunda-feira (16) pela Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de financiar os atos golpistas no Distrito Federal que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes.

Ele foi candidato a deputado federal em 2018, pelo Patriota, mas não se elegeu. Também foi condenado pela Justiça Eleitoral por mau uso do fundo partidário.

Sargento Rogério Caroca Barbosa e major Onilda Patrícia de Medeiros Silva

Alvos de um procedimento disciplinar aberto na Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba. Eles aparecem na lista de presos durante os atos golpistas no DF. Ambos estão aposentados.

Agentes detidos

Os sargentos Amauri Silva, Carlos Ibraim Gomes, Maurício Onezimo Jaco e Sergio de Souza Magalhães, além do subtenente Nilton Barbosa dos Santos foram presos em Brasília. Os cinco são de Minas Gerais e acusados de envolvimento com os atos do dia 8 de janeiro.

Também estão na lista de presos o subtenente reformado José Paulo Fagundes Brandão e o ex-cabo da Aeronáutica Arthur de Lima Timóteo.

Oficiais da reserva Adriano Camargo Testoni e Ridauto Lúcio Fernandes

São investigados por suspeita de participação nos atos, mas não aparecem na lista de presos pela PF. Ambos foram identificados após publicações nas redes sociais.

Testoni foi indiciado pelo Exército após xingar superiores durante a invasão em Brasília; já Fernandes criticou o uso, por parte da PM, de spray de pimenta contra os bolsonaristas.

Sargento da PMDF Ednaldo Teixeira Magalhães

Publicou vídeos enquanto participava da invasão às sedes dos Três Poderes. Também incentivou bolsonaristas a bloquear rodovias e a participar de atos golpistas após as eleições. Não aparece na lista de presos pela PF.

Silvério Santos, PM da ativa em Goiás

Postou fotos durante os atos de 8 de janeiro com o rosto pintado de verde e amarelo e convocou seguidores a ir a Brasília. Não aparece na lista de presos pela PF, mas responde a uma investigação interna.

Vilmar José Fortuna, capitão-de-mar-e-guerra reformado

Publicou uma foto em frente ao Congresso em 8 de janeiro. No fundo, manifestantes invadiam e depredavam o prédio público.

Devido a isso, foi exonerado do cargo que ocupava no Ministério da Defesa há quase uma década. Não está na lista de presos da PF.

*Com informações do portal UOL