Ao menos 19 capitais têm atos pró-Bolsonaro, incluindo Salvador, Recife e BH

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SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 – PROTESTO-SP - Manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, SP, nesta terça-feira 7. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 07.09.2021 – PROTESTO-SP - Manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, SP, nesta terça-feira 7. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ, E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - Manifestantes se reúnem neste 7 de setembro em ao menos 19 capitais de todas as regiões do país, incluindo Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Os atos são marcados por ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), pedidos de intervenção militar e o desrespeito aos protocolos contra a Covid-19.

Entre as outras cidades com passeatas ou carreatas estão Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Recife e Salvador. Algumas delas também registraram atos menores de oposição ao presidente, principalmente organizados pelo movimento Grito dos Excluídos.

No Rio de Janeiro, milhares ocuparam a orla de Copacabana vestindo verde e amarelo, com bandeiras do Brasil. Houve a presença também de motos, caminhões e carros de som, que foram liberados para entrar na via apesar de ela estar fechada para veículos em geral.

Diversas faixas pediam a intervenção militar, uma delas defendendo a medida para "acabar com o puteiro em Brasília". "O resto da limpeza é com o voto impresso", diziam os escritos. Havia cartazes também demandando a criminalização do comunismo e a adoção de uma nova Constituição.

O maior alvo, porém, foi a Suprema Corte. Uma das placas pedia a destituição dos seus 11 membros: "Presidente, coloque todos esses vagabundos na cadeia. Começando pelo STF!!!". Outras questionavam a atuação de Alexandre de Moraes, que foi frequentemente chamado de "ditador de toga".

A maioria das pessoas não usava máscara, principalmente aquelas mais próximas aos carros de som, onde havia menos distanciamento. Pontos de venda de churrasco e bebidas e restaurantes nas ruas transversais viraram novos focos de aglomeração à medida que a manifestação se encerrava.

Em Brasília, um grupo também trazia os dizeres golpistas: "Não é impeachment! Exigimos imediata destituição de todos os ministros do STF". Em outra faixa, a sigla "STF" era completada com os adjetivos "sórdido", "trapalhão" e "falso".

Mensagens na mesma linha atidemocrática apareceram em Curitiba —"Intervenção federal do STF e no Congresso!"— e também no interior de Santa Catarina. Um trator que bloqueava a rodovia federal na cidade de Guaruva levava a frase: "Destituição dos ministros do STF".

Em Salvador, o protesto aconteceu nas proximidades do Farol da Barra e reuniu três trios elétricos. Manifestantes carregavam faixas pedindo intervenção no Supremo, parte deles sem máscara. Alguns deles traziam cartazes em outras línguas, como inglês, francês, espanhol e alemão.

Em discursos nos trios, houve menções elogiosas ao soldado Wesley Soares, morto em março deste ano na mesma região. Ele passou quatro horas dando tiros para o alto, gritando palavras de ordem, e foi baleado após atirar com um fuzil contra policiais que negociavam sua rendição.

Em São Luís e em Fortaleza, as manifestações ocorreram em formato de carreata. Na primeira cidade, a concentração foi em frente à nova loja da Havan, inaugurada no início do mês pelo empresário bolsonarista Luciano Hang.

Já na segunda, a reunião foi ao lado do estádio Castelão. Um carro de som tocava jingles de Bolsonaro em ritmo de forró e trazia uma faixa com a mensagem: “Liberdade não se ganha, se toma”.

Já no Recife, o ato ocorreu na orla da praia de Boa Viagem, onde tradicionalmente ocorrem manifestações pró-Bolsonaro. O grupo caminhou entoando gritos de "eu autorizo", acompanhado de um trio elétrico com os dizeres: “Supremo é o povo”. Também havia cartazes em outros idiomas, como alemão.

Em Belo Horizonte, os manifestantes saíram em carreata da Pampulha, na avenida Antônio Abrahão Caram, com direção à Praça da Liberdade, onde começaram a se dispersar por volta das 12h30. A menos de 2 km, havia um pequeno grupo de vermelho formado por movimentos sociais.

No ato pró-Bolsonaro mais uma vez eram vistas faixas em inglês, com escritos como "O povo brasileiro diz não aos membros da Suprema Corte". Havia ainda algumas manifestações contrárias à vacinação contra a Covid e com menções a medicamentos ineficazes para a doença.

Em Florianópolis, as pessoas se concentraram no Trapiche da Beira-Mar, ocupando a avenida em ambos os sentidos. Diversas rodovias de Santa Catarina registraram pontos de interdição e lentidão por causa de carreatas de caminhões, tratores e carros, como as BRs 282, 101, 116, 153 e 280, segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Joinville, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Itajaí e Balneário Camboriú foram outras cidades catarinenses com protestos.

Em Goiânia, o ato começou no autódromo por volta de 9h, com destino ao ginásio de esportes do Jardim Guanabara. Também houve carreatas de motos e carros, com cartazes e faixas nos veículos em inglês e francês —um deles diz "Bolsonaro é a esperança do Brasil".

Capitais com manifestações pró-Bolsonaro até as 16h ​

Belém

Belo Horizonte

Boa Vista

Brasília

Campo Grande

Cuiabá

Curitiba

Florianópolis

Fortaleza

Goiânia

Maceió

Natal

Palmas

Porto Velho

Recife

Rio de Janeiro

Salvador

São Luís

São Paulo

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