Ao menos 30 mortos em atentados no norte de Burkina Faso

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(Arquivo) Imagem de novembro de 2019 mostra soldados do Exército francês no Sahel vigiarem uma área rural em Burkina Faso

Trinta pessoas, entre elas 15 soldados e 4 auxiliares das tropas, morreram em ataques de supostos jihadistas contra várias cidades do norte de Burkina Faso, anunciou o ministério da Defesa nesta quinta-feira (5).

Cidades próximas à fronteira com o Níger "foram alvo de ataques por parte de grupos terroristas armados" na quarta-feira, que também mataram 11 civis, informou o ministério em nota.

Além das mortes, houve roubo de gado e várias propriedades foram incendiadas.

Segundo o ministério da Defesa, a região "agora está sob o controle das unidades militares e a contra-ofensiva para encontrar os autores do ataque está em andamento por terra e ar".

Pouco antes, um responsável regional da força de autodefesa voluntária VDP disse que os ataques ocorreram na região administrativa do Sahel, em Burkina, nas cidades de Badnoogo, Bassian, Tokabangou e Gadba, perto da fronteira com o Níger, além do distrito de Pensa, na região centro-norte.

"Vários corpos foram encontrados", afirmou um membro do VDP, que luta contra os jihadistas junto às forças de defesa e segurança de Burkina. Um membro do VDP se encontra entre as vítimas, acrescentou.

Criado em dezembro de 2019, o VDP intervém junto ao Exército em missões de vigilância, informação e proteção após um treinamento militar de 14 dias.

Burkina Faso, um país da região do Sahel, combate desde 2015 os ataques de vários grupos, entre eles o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos, afiliado ao Al Qaeda, e o Estado Islâmico no Grande Saara (ISGS).

Mais de 1.500 pessoas morreram e mais de 1,3 milhão fugiram de suas casas por causa da violência.

No final de julho, um soldado de Burkina Faso e "várias dezenas" de extremistas morreram em uma operação do Exército para tomar a área de Madjoari, no leste do país, segundo o Estado-Maior do Exército.

Ao menos dez pessoas, entre elas sete membros do VDP, também morreram em meados de julho em um atentado no norte de Burkina Faso.

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