Ao menos 36 mortos em confrontos tribais na região sudanesa de Darfur

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A cidade de Nyala, a capital regional de Darfur do Sul, em 3 de fevereiro de 2021

Pelo menos 36 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em confrontos tribais no final da semana passada em Darfur do Sul, no sudoeste do Sudão, informaram nesta segunda-feira (7) a agência de notícias oficial Suna e testemunhas.

A tribo Fallata e a árabe Taisha entraram em confronto em Um Dafuq, perto da fronteira com a República Centro-Africana, disseram testemunhas à AFP.

Esta manha, a situação havia "se estabilizado", segundo a agência Suna.

No momento não está claro por que os confrontos ocorreram, embora, em geral, os confrontos na região se devam a disputas pelo acesso à água e à terra.

"O Exército foi implantado nas áreas de combate para resolver o conflito entre as tribos Fallata e Taisha, que causou 36 mortes e 32 feridos em ambos os lados", disse Suna, citando autoridades do estado de Darfur do Sul.

Isa Omar, morador de Um Dafuq, disse à AFP por telefone que "ouviu os sons de artilharia pesada durante os combates".

Em abril, 132 pessoas perderam a vida em confrontos entre tribos árabes e a tribo Massalit em Darfur Ocidental.

Em janeiro, duas semanas após o término da missão conjunta de manutenção da paz da União Africana (Minuad), confrontos semelhantes mataram mais de 250 pessoas, principalmente em Darfur Ocidental.

Os moradores protestaram contra a retirada da Minuad, devido à violência persistente, que representa um dos principais desafios enfrentados pelo governo sudanês de transição, estabelecido após a remoção de Omar al Bashir em abril de 2019.

Em outubro, Cartum assinou um acordo de paz histórico com vários grupos rebeldes, principalmente de Darfur, e continua suas negociações de paz com alguns grupos insurgentes que não participaram do pacto.

No entanto, este último não parece estar relacionado aos incidentes da semana passada.

O conflito em Darfur estourou em 2003, entre o regime de Omar al Bashir e membros de minorias étnicas que se consideravam marginalizadas.

A violência deixou quase 300.000 mortos e mais de 2,5 milhões de deslocados, especialmente durante os primeiros anos do conflito, de acordo com a ONU.

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