Ao menos 5,7 milhões de informais não têm internet, uma barreira para distribuição do auxílio emergencial

Pedro Capetti
·1 minuto de leitura
Pessoas em fila na Caixa Econômica Federal da Rua Dias da Cruz, no Méier, na Zona Norte do Rio

banco.jpg

Pessoas em fila na Caixa Econômica Federal da Rua Dias da Cruz, no Méier, na Zona Norte do Rio

Ao menos 5,7 milhões de trabalhadores informais não utilizavam a internet no fim de 2018. Os dados, divulgados nesta quarta, fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que levantou o acesso dos domicílios brasileiros à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Os números abrangem os empregados do setor privado sem carteira, os trabalhadores domésticos sem carteira e os trabalhadores familiares auxiliares, parte do que é considerado informal pelo instituto de estatística.

Juntos, eles correspondem 15% do universo de trabalhadores informais do IBGE, que somavam 37,5 milhões no fim do quatro trimestre de 2018. O número de “invisíveis digitalmente”, no entanto, pode ser ainda maior.

A conta não considera os trabalhadores conta própria sem CNPJ, nem os empregadores sem CNPJ, dentro do que é chamado oficialmente de “proxy da informalidade”.

Desafio do governo

Envie denúncias, informações, vídeos e imagens para o WhatsApp do Extra (21 99644 1263)