Ao menos quatro morreram em confrontos de torcidas neste ano

Pelo menos quatro pessoas morreram neste ano em confrontos envolvendo torcidas de times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro.

Leia: Morre torcedor baleado no entorno do Allianz Parque após derrota do Palmeiras

Na quarta-feira, um torcedor do São Paulo morreu em um confronto entre torcidas coritiana e são-paulina em Itapevi, na região metropolitana da capital paulista. Os dois times nem sequer haviam se confrontado naquela noite.

A briga ocorreu após um jogo entre Corinthians e Santos na Neo Química Arena, na Zona Leste de São Paulo, vencido pelo anfitrião por 4 a 0. Dois carros com são-paulinos cercaram um ônibus com corintianos após a partida, numa avenida de Itapevi, de acordo com a Polícia Militar.

Imagens de uma câmera de segurança mostram os dois grupos de torcedores se encontrando na Avenida Presidente Vargas. Vestindo camisas de torcidas organizadas, eles começaram a brigar com pedaços de madeira. Sete deles se feriram com estilhaços de vidros, e ao menos 70 foram detidos e levados para a delegacia da cidade.

Um rapaz de 20 anos, torcedor do São Paulo, foi espancado no tumulto. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para o socorro, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em 12 de junho, um torcedor do Palmeiras morreu após confusão entre torcidas organizadas de seu time e do Coritiba, próximo ao estádio Couto Pereira, em Curitiba. O caso aconteceu enquanto as duas equipes disputavam a partida.

A Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe) informou que o torcedor integrava o tumulto, mas não chegou a ser agredido. Portador de diabetes, ele foi socorrido com massagem cardíaca no lado externo no estádio.

O torcedor faleceu no Hospital Universitário do Cajuru, para onde havia sido levado em estado grave. A polícia diz que a confusão começou quando palmeirenses tentaram invadir a sede da Império, principal organizada do Coritiba.

Em 12 de fevereiro, outro torcedor do Palmeiras havia morrido em confusão nos arredores de um estádio. Daquela vez, o próprio Allianz Parque, estádio do clube. Mas não havia confronto entre torcidas, no entanto.

Na ocasião, o Palmeiras acabava de sofrer uma derrota para o Chelsea na final do Mundial de Clubes da Fifa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, quando a briga começou. Dante Luiz, de 42 anos, morreu após ser baleado na rua Palestra Itália.

O agente penitenciário José Ribeiro Apóstolo Jr., que tem porte e posse de arma, afirmou em depoimento à polícia que atirou "em legítima defesa" após ter cercado por torcedores e ter o celular arrancado das mãos.

No dia 6 de março, um torcedor do Cruzeiro morreu após também ser baleado durante briga entre torcidas do Atlético-MG e do Cruzeiro, em Belo Horizonte. Rodrigo Marlon Caetano Andrade, de 25 anos, era integrante da Torcida Organizada Máfia Azul.

Houve neste ano outros confrontos sem mortes pelo país. Na quarta-feira, por exemplo, um motorista de ônibus e passageiros ficaram no meio de uma briga de torcedores do Ceará e do Fortaleza, horas antes do clássico na capital cearense. Imagens mostram grupos arremessando pedras uns cons os outros.

Há duas semanas, uma briga entre torcidas do Juventude e do Athletico-PR deixou feridos antes de um jogo em Caxias do Sul (RS). A confusão começou quando torcedores paranaenses tentaram entrar nas arquibancadas do estádio com os portões ainda fechados. Dois torcedores precisaram ser atendidos em unidades de saúde da cidade.

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