Ao menos seis moçambicanos são decapitados e uma freira italiana é morta por rebeldes

MAPUTO (Reuters) - Pelo menos seis pessoas foram decapitadas e uma freira italiana foi morta na terça-feira por rebeldes ligados ao Estado Islâmico na província de Nampula, em Moçambique, disseram autoridades nesta quarta-feira.

Falando na cidade turística de Xai Xai, ao norte da capital Maputo, o presidente Filipe Nyusi disse que os rebeldes começaram um massacre e estão fugindo de soldados de Moçambique, Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento Sul-Africana (SADC) enviados para lidar com a violência.

A insurgência está concentrada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e custou milhares de vidas desde que eclodiu em 2017, atrapalhando projetos multi-bilionários de gás natural.

"Em 6 de setembro, como resultado de ataques terroristas, seis cidadãos foram decapitados, três foram sequestrados, seis terroristas foram capturados e dezenas de casas foram queimadas nos distritos de Erati e Memba, na província de Nampula", disse Nyusi.

Segundo relatos da imprensa, confirmados pelo secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, uma freira italiana de 83 anos, que morava na cidade de Nacala, foi morta a tiros durante o ataque na noite de terça-feira, e outros dois missionários conseguiram fugir.

Gôndola não deu mais detalhes sobre o ataque, mas disse que a situação era preocupante.

Os Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo assassinato de quatro cristãos, incluindo uma freira italiana, durante um ataque em uma vila na província de Nampula na terça-feira, disse o grupo militante em um canal de Telegrama nesta quarta-feira.

O grupo também alega que seus membros queimaram uma igreja, vários prédios e dois veículos, além de outras propriedades ligadas à missão cristã na vila.

O comunicado disse que a freira foi “longe demais na divulgação do cristianismo”.

(Reportagem de Manuel Mucari em Maputo e Mahmoud Mourad no Cairo)