Ao vivo: CPI da Covid ouve em instantes ministro da Saúde pela segunda vez; acompanhe

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A CPI da Covid no Senado ouve em instantes um novo depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Após ter as respostas consideradas evasivas por parte dos senadores na primeira vez em que foi ouvido, ele deverá ser questionado sobre a realização da Copa América no Brasil e sobre a existência de um “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro nas ações de combate à pandemia de Covid-19.

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Os planos para uma nova participação de Queiroga chegaram a ser adiantados pelo temor de uma terceira onda de infecções e recorrentes participações de Bolsonaro em atos com aglomeração, mas os novos acontecimentos aumentaram o peso do segundo testemunho do médico cardiologista. Em depoimento à comissão na última semana, a infectologista Luana Araújo, que havia sido convidada por Queiroga para integrar sua equipe e foi barrada pelo governo, apontou que a saída teria sido motivada por pressões do governo no enfrentamento à pandemia, que não teriam sido aceitas por ela.

À CPI, Marcelo Queiroga afirmou que possui independência para a tomada de decisões na Saúde e evitou se posicionar sobre medicamentos do “tratamento precoce”, se limitando a dizer que nunca foi pressionado a usá-lo, nem autorizou a distribuição. Já os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Nelson Teich disseram à comissão que deixaram a pasta após pressões do Planalto contra o distanciamento social e a favor do uso da cloroquina e de outros medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

Na esteira dos depoimentos, a divulgação do vídeo em que um médico sugere a criação de um “gabinete das sombras” durante uma reunião com Bolsonaro, organizada pelo deputado e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RJ), reforçou a tese de que um grupo de fora do Ministério da Saúde participa das decisões tomadas pelo governo federal no enfrentamento à pandemia. Segundo o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, a médica Nise Yamaguchi, apontada ao lado de Terra como uma das principais conselheiras do presidente, era uma das pessoas presentes durante uma reunião em que se cogitou alterar a bula da cloroquina para incluir a recomendação no uso de combate ao Covid-19.

Outro ponto que deve ser questionado pelos integrantes do colegiado é a decisão de acolher a Copa América e sediá-la no Brasil, após Argentina e Colômbia recusarem a competição por conta do agravamento da pandemia. Durante a semana, o relator Renan Calheiros chamou Queiroga de “omisso” por não ter se posicionado a respeito do evento e afirmou que esta é mais uma demonstração de que não haveria independência no comando da Saúde.

— Esse episódio da Copa América, em que ele se calou como Ministro da Saúde e preferiu ser ministro do silêncio, demonstrou, de uma outra forma, que a autonomia realmente não existe — afirmou o relator.

A realização do evento esportivo no Brasil provocou uma crise entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), jogadores e comissão técnica, após o apoio do presidente à competição. O vice-presidente Hamilton Mourão comentou a questão nesta segunda e disse que a discussão sobre a participação ou não na Copa América é "totalmente disfuncional". Em conversa com apoiadores, Jair Bolsonaro que está "fora" de discussões envolvendo jogadores e técnicos.

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