Ao vivo: CPI da Covid ouve executivo da Prevent Sênior, acusada de estimular tratamento precoce

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BRASÍLIA — O diretor executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, presta depoimento nesta quarta-feira à CPI da Covid, no Senado. A empresa é acusada de ter pressionado médicos conveniados para que prescrevessem medicamentos do chamado tratamento precoce para a Covid-19, cuja ineficácia já foi comprovada. A Prevent Junior é suspeita de ter ocultado mortes em estudos sobre a cloroquina, além de ter sido denunciada por pacientes da operadora, que teriam sido assediados para aceitar o tratamento precoce.

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Inicialmente, sua oitiva estava marcada para semana passada, mas ele não compareceu à comissão alegando que havia sido intimado em cima da hora e não teve tempo hábil para se preparar. Na ocasião, o relator do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu a condução coercitiva para que o depoente possa depor.

Benedito também foi acusado por um médico conveniado da operadora, que relatou que o executivo ameaçou a ele e a sua família após ter denunciado as práticas ilegais na Prevent Sênior. À Polícia Civil de São Paulo, Walter Correa de Souza Melo relatou que Pedro Benedito teria dito que o médico estaria "expondo sua filha e sua família", caso insistisse em levar o caso adiante, o que foi interpretado por ele como uma ameaça. Segundo Melo, o executivo também proferiu frases como: "Você tá achando que é espertão?" e "Walter, olha o que você fez com a sua família!".

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a Pedro Benedito o direito de não responder perguntas que possam incriminá-lo, mas manteve a obrigação do executivo de comparecer ao depoimento.

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