Aos 34 anos, Juliana Boller relembra Bianca de 'Império'; veja antes e depois da atriz

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Em tempos de reprise por conta do coronavírus, a atriz Juliana Boller, de 34 anos, está atualmente no ar no horário nobre da Globo como Bianca Bolgari, a filha caçula de Cláudio (José Mayer) e Beatriz (Suzy Rêgo) em “Império”. A artista tinha 27 anos na primeira exibição da novela, mas interpretava uma menina de 18. Este ano, ela teve o privilégio de ser um dos destaques da primeira novela inédita a ir ao ar após o início da pandemia. Ela deu vida a ninguém mais ninguém menos que Eva na fase inicial de “Gênesis”, da Record. Veja o antes e depois de Juliana:

Workaholic, Juliana ressalta a dificuldade de enfrentar o período da pandemia, à espera de um novo projeto. Passando a quarentena com o namorado, o diretor Davi Lacerda, a atriz aproveita para focar nos exercícios.

— Comecei a correr na areia, pular corda para extravasar a energia na saúde e no corpo. Eu estava muito sedentária e acabei engordando durante a pandemia. O exercício me ajudou muito, é ótimo para ansiedade, para depressão, para tudo! — diz ela, que também produz conteúdo para o Instagram: — Antes eu era muito alheia, quase uma turista na rede social. Mas comecei a criar o hábito de me comunicar mais. E o legal é que as pessoas começam a te conhecer, os vídeos são tão espontâneos que mostram muito quem você é. Isso normalmente não acontece com o ator.

Com a chance de rever as cenas de "Império", a atriz diz que está adorando refletir sobre a trama:

— Tinha cena que eu gravava e saía com uma sensação de insatisfação, achando que podia ter feito diferente. Quando eu assistia na época, ainda estava com essa cabeça. Depois de um tempo, esquecemos o que vivemos ali em detalhes, então olho o trabalho e gosto muito mais. Consigo analisar de uma forma mais distante e mais madura.

De “Império”, ela traz boas recordações, como o aprendizado com o elenco e as lembranças da convivência intensa com José Mayer, Suzy Rêgo e Joaquim Lopes (seu irmão, Enrico, na história):

— Almoçávamos juntos e muitas vezes nos víamos fora do Projac. Procurávamos ter uma afinidade para poder levar isso para as cenas, e funcionou muito. Eu amava trabalhar com eles, era divertidíssimo. Até brinco sobre os amores de novela. Fazemos amizade com pessoas num trabalho e, às vezes, ficamos anos sem falar com elas, sem vê-las, mas fica aquele carinho eterno.

Na história de Aguinaldo Silva, Bianca é compreensiva com o pai ao saber de seu relacionamento com Leonardo (Klebber Toledo), mas o irmão mais velho... Nesta semana, Enrico não comparecerá nem ao próprio casamento com vergonha de Cláudio.

— A questão da intolerância está em muitos lugares. Não é só sobre quem somos, mas sobre as nossas escolhas, como as religiosas. Ainda vivemos numa cultura de ódio muito grande, em que o diferente não é aceito. Mas, graças a Deus, acho que estamos nos abrindo — analisa a atriz.

Por falar em Deus, em “Gênesis”, na pele de Eva, o maior desafio de Juliana foram as cenas ao ar livre, em que ela e Carlo Porto, o intérprete de Adão, passavam horas nas águas frias de cachoeiras, por exemplo. A atriz lembra os perrengues das gravações da primeira fase da novela, que aconteceram entre o fim de 2019 e o começo de 2020.

— Passamos frio, mas que ator nunca enfrentou isso? A equipe sempre nos protegia, tinha um roupão ali do ladinho, uma bebida quente perto de nós quando saíamos da água. Mas a gravação em si foi muito intensa. Trabalhávamos do nascer ao pôr do sol para aproveitar a luz. Gravar numa floresta é diferente de gravar num estúdio, mas as locações eram incríveis — elogia a atriz, que afirma não ter tido problema por aparecer com poucas roupas na tela : — Eu e Carlo gravávamos com aquelas peças tipo de balé, um shortinho cor da pele e, no meu caso, tinha um top tomara que caia também. Mas na praia é a mesma coisa, né? Ficamos até mais nus (risos)!

Contando a história da Bíblia sobre o início da humanidade, “Gênesis” surpreendeu a muitos telespectadores pela forma de abordar certos assuntos. As filhas de Adão e Eva, que nem têm os nomes citados no livro sagrado, ganham forma e personalidade e até rivalizam com o autoritarismo do pai. A questão de Eva, que até hoje é criticada por muitos por ter sido a primeira a ceder ao pecado, também foi abordada de outra maneira.

— A ideia era justamente tirar o peso do feminino e dividi-lo. Porque os dois erraram, né? Eu também quis criar uma personagem forte porque nós, mulheres, somos assim — conta a atriz, que revela o que a deixou mais realizada: — As pessoas me escreveram dizendo que tinham passado a gostar da Eva, que a enxergaram de uma perspectiva diferente. Muitas mulheres disseram que agora tinham empatia e compaixão por ela. É como se eu tivesse ajudado alguém a fazer as pazes com o feminino. Foi muito emocionante pra mim.

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