Aos 42 anos, Nicholas Santos tenta ampliar recorde no Mundial de Esportes Aquáticos

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O Mundial de Natação começa neste sábado, em Budapeste, com a equipe brasileira badalada pela presença de três medalhistas olímpicos: Ana Marcela Cunha (ouro na maratona aquática em Tóquio), Bruno Fratus (bronze nos 50m livre) e Fernando Scheffer (bronze nos 200m livre). Os três estarão em ação e são esperança de pódio. Mas, nos primeiros dias, as atenções estarão voltadas para Nicholas Santos. Não apenas porque a prova dos 50m borboleta já é neste fim de semana (eliminatórias e semifinais hoje e final amanhã). Aos 42 anos, ele tem grandes chances de encerrar sua história na competição com uma medalha no peito e ampliar um recorde que já é dele.

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Nicholas já conta com três medalhas do Mundial nesta prova. Foi prata em Kazan-RUS, em 2015, e na própria Budapeste, dois anos depois. Ainda conquistou um bronze em Gwangju-COR, em 2019. Tudo isso a partir dos 35 anos. Já no primeiro pódio, tornou-se o mais velho a alcançar este feito na História da competição. Desde então, vem ampliando a marca e confirmando que o tempo só tem feito bem para sua capacidade de competir em alto nível.

A longevidade no esporte é fruto da experiência absorvida ao longo dos anos. Formado em fisioterapia, Nicholas é bastante ativo na montagem de seu próprio programa de treinamento, além da rotina de alimentação.

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— É o bom planejamento e os bons profissionais que trabalham comigo. Além de muita disciplina e maturidade — conta o nadador. — Conheço muito bem meu corpo, e a fisioterapia me ajudou muito. Principalmente no quesito lesões. Nunca tive uma grave no esporte. Gosto de nutrição e preparação física, e estudo e transito nessas diversas áreas, o que tem me ajudado muito no alto rendimento.

O treinamento segue surtindo efeito. O quarentão é dono de dois dos três melhores tempos dos 50m borboleta na temporada (22s73, no Troféu Brasil, em abril; e 22s83, no Circuito Mare Nostrum, em maio, em Monte Carlo). À frente dele, apenas o russo Oleg Kostin (22s72), que não compete devido à suspensão dos atletas de seu país.

Isso não significa que o caminho esteja aberto para Nicholas. Ele vai competir com ninguém menos que Calleb Dressel, o maior nome da natação masculina no momento e favorito ao ouro. O americano pode sair de Budapeste com até oito ouros (ele já é dono de 13, além de duas pratas).

— Com certeza vai ser uma prova muito forte. Temos o Dressel, o (Andriy) Govorov, Ben Proud, Michael Andrew, entre outros que estão nadando na casa dos 22s. Estou me sentindo muito bem e os tempos estão saindo como o planejado. Entrando na final, o objetivo é brigar pela medalha.

Pensando no futuro

Engana-se quem pensa que o Mundial de Budapeste será a despedida. O Mundial de piscina curta de dezembro, em Melbourne-AUS, está nos planos. Se competir, se isolará como o maior participante de mundiais da História. Com o da capital húngara, ele já soma 17, mesmo número que a sueca Therese Alshamar, já aposentada.

Mas o momento de fato já é de transição de carreira. Ele também atua como manager da Oxygen Swimming, plataforma de treinamento individualizado coordenada pelo head coach da equipe brasileira de natação Felipe Domingues. O nadador trabalha no recrutamento de outros atletas e na captação de patrocínios.

— É tudo muito novo, faz parte de uma transição próxima das piscinas. Embora tenha me formado em fisioterapia, fiz MBA com ênfase em empreendedorismo que me deu uma base boa. Agora é hora de pôr em prática — afirma Nicholas, que já foi sócio de uma empresa da área de capacitação de preparadores físicos e fisioterapeutas.

A fase de transição Nicholas lembra a da própria equipe brasileira, onde os mais experientes convivem com os mais novos e ensaiam uma troca de bastão sem perda técnica. O desempenho em Tóquio serviu como um sopro de renovação para a natação nacional após anos marcados pela crise financeira e administrativa da CBDA.

— O ambiente está muito positivo. Várias gerações da seleção e com chances reais de medalhas ou finais. Para medalhas, vejo com chances o Bruno Fratus nos 50m livre, o João Gomes nos 50m peito, o Fernando Scheffer nos 200m livre e o Leonardo de Deus nos 200m borboleta. Para finais, o 4x100m masculino, o Gabriel (Santos) e o Marcelo (Chierighini) nos 100m livre e o Guilherme Costa nas provas de fundo.

Programação do Mundial

Neste primeiro dia, o Brasil vai à piscina em mais oito provas. No feminino, 400m livre (Gabrielle Roncatto), 100m borboleta (Giovanna Diamante), 200m medley (Stephanie Balduccini) e 4x100m livre. No masculino, 400m livre (Guilherme Costa e Fernando Scheffer), 100m peito (Felipe França), 400m peito (Stephan Steverink) e 4x100m livre.

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