Após 13 dias da crise da água, presidente da Cedae pede desculpas pelos transtornos

Renan Rodrigues
Funcionário em estação de tratamento de Guandu

Treze dias depois da crise no abastecimento de água, que apresenta sabor, odor e cor alterados, o presidente da Cedae, Hélio Cabral, falou pela primeira vez  sobre assunto em uma entrevista coletiva. Ele iniciou sua fala pedindo desculpas:

— Aproveito para pedir desculpas a toda população pelos transtornos ocorridos no nosso abastecimento de água.

Participam também da coletiva o diretor de saneamento e grande operação, Marcos Chimelli, o gerente do controle de qualidade da água, Sérgio Marques, e o gerente Guandu-Lameirão, Pedro Ortolano.

O silêncio do presidente da Cedae

Desde janeiro do ano passado, o engenheiro Hélio Cabral Moreira ocupa a presidência da Cedae. Ativo nas redes sociais, onde divulga as realizações de sua gestão, ele não as utiliza desde o fim do mês passado. A última manifestação de Hélio foi em 26 de dezembro, quando fez um post sobre um seminário de segurança jurídica e investimentos no Rio.

Hélio chegou a ser um dos réus de uma ação do Ministério Público de Minas Gerais sobre o desastre ambiental de Mariana, que deixou 19 mortos em novembro de 2015. Conselheiro da Samarco, ele foi acusado de saber do risco de um acidente e nada ter feito. Em setembro do ano passado, no entanto, a Justiça trancou a ação contra Hélio Cabral e outros dois executivos da empresa de mineração por entender que faltavam provas para responsabilizá-los pela tragédia.