Após 24 horas dos ataques de Bolsonaro ao TSE, Lira permanece em silêncio

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Líderes da oposição estão tentando convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a se manifestar publicamente contra os mais recentes ataques do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral, feitos durante uma reunião com aproximadamente 70 representantes diplomáticos de dezenas de países no Palácio Alvorada.

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Quase 24 horas após o evento, Lira, que é aliado do titular do Palácio do Planalto, segue em silêncio. Ainda ontem, logo após o evento, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os principais presidenciáveis repudiaram a investida do mandatário da República.

Desde ontem, Lira vem recebendo ligações de representantes de partidos de esquerda e centro para falar sobre o assunto. Segundo o relato de um dos interlocutores, o deputado avisou que estava “cansado” da postura de Bolsonaro e que sua posição “já é conhecida”, em defesa da democracia, mas que não iria se pronunciar a respeito do tema. Procurado pelo GLOBO, o presidente da Câmara não retornou.

Na semana passada, durante um encontro com aliados, Lira falou a respeito do sistema eleitoral brasileiro. Na ocasião, ele disse que a Justiça Eleitoral deveria dar mais transparência às urnas e estar mais aberta a eventuais sugestões de melhorias do sistema.

Na mesma conversa, entretanto, Lira frisou que Bolsonaro deveria cessar os reiterados ataques ao sistema de votação e a magistrados de tribunais superiores. Além disso, na ocasião, o presidente da Câmara previu que a reunião de Bolsonaro com os representantes de outros países seria “uma loucura”, uma tentativa de “impor uma narrativa”.

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O Tribunal Superior Eleitoral mantém canais permanentemente abertos para que partidos políticos e até especialistas em tecnologia submetam os equipamentos usados nas eleições a testes de segurança. Antes de cada pleito, permite que técnicos possam fazer simulações de tentativas de invasão às urnas, com o objetivo de identificar eventuais fragilidades. Nunca houve fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas eletrônicas foram implantadas, em 1996.

Desde o fim de semana, o presidente da Câmara se concentra em agenda de cunho eleitoral em Alagoas. Com o Congresso em recesso, reservou 15 dias para tratar de articulações. Ele tenta costurar acordos com prefeitos e vereadores para alavancar a candidatura de Rodrigo Cunha (União) ao governo do estado, além de comparecer a eventos públicos para garantir sua reeleição.

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