Após 4 dias de combates, 50 pessoas morrem no nordeste da RD do Congo

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(Arquivo) Militares congoleses patrulham rodovia no nordeste da República Democrática do Congo, perto da fronteira com a Uganda (AFP/ALEXIS HUGUET) (ALEXIS HUGUET)

A ofensiva do Exército da República Democrática do Congo contra as milícias do nordeste do país deixou 12 civis e 38 rebeldes mortos em quatro dias de combates, anunciaram fontes militares locais nesta segunda-feira (27).

Os enfrentamentos aconteceram na província de Ituri, onde o Exército luta contra dois grupos armados diferentes: as Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), supostamente vinculadas ao Estado Islâmico, e uma milícia étnica chamada Codeco.

Na última quinta-feira, nove civis da região de Mambembe foram "massacrados" pelas ADF, e outros três morreram em um ataque neste domingo, disse o dirigente regional Janvier Musoki Kinyongo à AFP.

Em outra parte de Ituri, os soldados mataram sete rebeldes das ADF e capturaram outro em uma ofensiva 90 quilômetros ao sul da capital provincial, Bunia, segundo o porta-voz do Exército, Jules Ngongo.

Além disso, o Exército congolês disse que realizou uma "operação com apoio de helicópteros" contra o Codeco no território de Djugi, em Ituri.

"Neutralizamos 31 elementos da milícia Codeco e houve vários feridos", acrescentou.

A Cooperativa de Desenvolvimento do Congo (Codeco) é uma seita religiosa e militar que afirma representar a etnia Lendu.

As ADF, por sua vez, são uma histórica coalizão rebelde de Uganda que se estabeleceu no leste da RD do Congo em 1995, sobretudo em Kivu do Norte. É a milicia mais violenta da região, já que, segundo a Igreja Católica, provocou mais de 6 mil mortes desde 2013.

Ademais, o Estado Islâmico apresenta esse grupo como seu braço regional, o Estado Islâmico na África Central (Iscap, na sigla em inglês).

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