Após 7 meses, escolas retomam aulas presenciais para o ensino médio nesta terça-feira em SP

ISABELA PALHARES
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Foto: Miguel Schincariol/Getty Images
Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

Depois de mais de sete meses sem autorização para dar aulas presenciais, as escolas da capital paulista podem a partir desta terça, 3, retomar o conteúdo formal para o ensino médio. Até então, só estavam liberadas atividades extracurriculares.

Entre as escolas da rede municipal, o prefeito Bruno Covas (PSDB) decidiu que todas as unidades com turmas de ensino médio terão de reabrir. Para as demais etapas, os conselhos escolares é que estavam decidindo sobre o retorno.

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Segundo a Prefeitura, apenas nove escolas municipais atendem o ensino médio, com 2,4 mil estudantes - o que representa 0,6% de todos os jovens matriculados nessa etapa de ensino na cidade.

Na rede estadual, onde estudam mais de 317 mil alunos do ensino médio (79% das matrículas), as aulas presenciais também foram liberadas. No entanto, o governo do estado não informou quantas escolas se programaram para a volta.

Entre as escolas particulares, o retorno das aulas também dividiu opiniões. Há unidades que vão retomar as atividades regulares, mas outras preferiram continuar com o ensino remoto por conta do pouco tempo para o fim do ano letivo.

Covas decidiu pelo retorno com o ensino médio pela avaliação de que seria uma das etapas mais críticas para o abandono escolar. Também há preocupação com a preparação dos estudantes para os vestibulares.

Outro fator é que as autoridades avaliaram que, nessa faixa etária, os protocolos de segurança e o distanciamento social podem mais facilmente ser cumpridos do que entre crianças pequenas. A avaliação também é de que a população com idades entre 14 e 19 anos, faixa etária que abrange o ensino médio, já circula pela cidade e uma grande parte o faz para trabalhar.

Apesar de ter determinado a reabertura de todas as escolas com ensino médio, a frequência às aulas presenciais é optativa para os alunos.

Segundo a Secretaria Municipal da Educação, a orientação para as escolas é de que os primeiros dias sejam apenas para acolhimento dos estudantes, mas, depois, será feita uma avaliação para identificar os prejuízos de aprendizagem durante esses mais de sete meses de suspensão das aulas.