Após acirramento da campanha das prévias, candidatos do PSDB fazem debate morno

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SÃO PAULO — Após uma semana marcada por embates e um clima tenso, os candidatos das prévias presidenciais do PSDB adotaram tom ameno no último debate da disputa realizado pelo canal CNN na noite desta quarta-feira.

Os últimos dias das primárias foram marcados por polêmicas entre os governadores João Doria e Eduardo Leite em temas como a vacinação e fragilidades no aplicativo de votação, o que ensejou um pedido de adiamento por aliados do gaúcho. O sistema será usado para escolher o candidato da sigla ao Palácio do Planalto em 2022. O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio também participou do programa, mas o paulista e o gaúcho são apontados como favoritos.

Nesta tarde, houve mais um atrito entre as campanhas dos candidatos nos bastidores. O jornal Folha de S.Paulo informou que, em janeiro do ano passado, Leite teria pedido a Doria que atrasasse o início da vacinação contra a Covid-19 e atendesse a um pedido do então chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, em nome de um esforço de coordenação nacional. O gaúcho negou a informação e a tratou como um factóide plantado pelo rival. Segundo Leite, na ocasião ele disse que teria apenas relatado a Doria o telefonema que recebeu de Ramos e que inclusive deu razão ao paulista para iniciar a imunização.

Durante o programa, os candidatos procuraram demarcar suas diferenças de perfil e de estilo. Encarnando uma postura já de presidenciável, Doria citou programas que são marcas do governo paulista, como vale-gás e proteção das mulheres. O candidato também surpreendeu e disse que está disposto a conversar com outros partidos e até eventualmente abrir mão de uma cabeça de chapa em nome da construção de uma terceira via. O paulista costuma sofrer críticas internas de excesso de personalismo e de ter apenas um projeto pessoal e não de partido.

Leite também falou de suas propostas para o país e procurou mostrar que pode dar uma cara nova ao partido. O candidato gaúcho bateu na tecla de que representa a diferença e reiterou que é gay, algo que não havia feito nos debates anteriores. Virgílio voltou a empunhar a bandeira de sua campanha como a defesa da Amazônia e a necessidade de "desbolsonarizar" o partido.

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