Após aliança no Rio, PDT e PSD se movimentam para travar acordo entre Freixo e família Maia

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Após o movimento do prefeito Eduardo Paes (PSD) de retirar a pré-candidatura de Felipe Santa Cruz (PSD) ao governo estadual em apoio a Rodrigo Neves (PDT), as duas siglas tentam evitar que o PSDB, comandado no Rio pelo ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, formalize a aliança negociada nos últimos meses com o PSB, segundo a qual o ex-prefeito Cesar Maia seria o candidato a vice-governador de Marcelo Freixo.

Até aqui, Rodrigo Maia se mantém decidido a fechar o acordo com Freixo, visto por ele como o pré-candidato com mais condições de derrotar o governador Cláudio Castro (PL). Na tentativa de desfazer as tratativas entre tucanos e PSB, o PDT e o PSD contam com apoio de outra sigla, o Cidadania. Em âmbito nacional, PSDB e Cidadania formaram uma federação, o que os deixa obrigados pela legislação eleitoral a integrarem as mesmas chapas nas disputas estaduais. Principal liderança do partido no Rio, Comte Bittencourt é próximo de Paes, de quem foi candidato a vice-governador em 2018.

— Defendemos o apoio a Rodrigo Neves, na chapa que agora tem o Felipe Santa Cruz (PSD) como vice. Não declaramos apoio a outra pessoa sem fecharmos o entendimento da federação entre PSDB e Cidadania, que precisa ser coerente estadual e nacionalmente. Tecnicamente, a federação é como um partido único. Caso aceitemos indicar o Cesar como vice do Freixo, o Cidadania não poderá estar com o Rodrigo Neves — disse Comte.

Rodrigo Maia e Comte Bittencourt têm reunião hoje para tratar do destino da federação PSDB-Cidadania na disputa fluminense. Se não houver consenso entre os partidos, a questão sobe para a executiva nacional da federação, formada por um colegiado de 18 nomes com maioria tucana.

A aproximação com a família Maia é bem-vista pela equipe de Freixo, que busca ampliar para o centro o alcance da candidatura, e vê em Cesar um administrador tarimbado, capaz de quebrar a resistência de parte do eleitorado à inexperiência do pessebista no Executivo.

Caso se concretize, a aliança replicaria o conceito da dobradinha feita na campanha ao Palácio do Planalto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice em sua chapa, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), e permitiria que o mote publicitário girasse em torno da “união de forças contra o bolsonarismo”, representado no Rio pela candidatura do governador Cláudio Castro.

Por ter sido alvo frequente do presidente Jair Bolsonaro enquanto ocupou a presidência da Câmara, interessaria a Rodrigo Maia o papel de oposição aos ideais do titular do Palácio do Planalto no estado da família.

Questionado sobre a possibilidade de se coligar a Freixo, o vereador Cesar Maia não negou a negociação. No último Datafolha, divulgado no dia 1º deste mês, Freixo e Castro seguiam tecnicamente empatados na liderança da disputa pelo Palácio Guanabara. Freixo aparece com 22% no cenário com Anthony Garotinho (União), enquanto Castro tem 21%. Sem o ex-governador, as posições se invertem: Castro tem 23% e Freixo, 22%. Neves oscila entre 6% e 7%, dependendo do cenário. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Após indicar apoio à pré-candidatura do deputado federal Alessandro Molon (PSB) ao Senado, o prefeito Eduardo Paes disse ontem que seu partido, o PSD, ainda avalia a quem declarar alinhamento, já que tem sofrido pressões de deputados que preferem estar no palanque do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), nome ao Senado apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em reunião recente do PSD, pelo menos seis deputados estaduais pediram a Paes para que a sua vontade pessoal de apoiar Molon não fosse divulgada como um posicionamento oficial do partido, já que eles pretendem apoiar e pedir votos para Ceciliano. Além disso, pessoas próximas ao prefeito garantem que o recuo ainda teve outro pano de fundo: convidado para ser candidato do PSD ao Senado no início do ano, Molon recusou a oferta.

O apoio de Paes, apesar da negativa do passado, teria desagradado parte da cúpula do partido. Visto como um potencial candidato à prefeitura em 2024, Molon também pode ser adversário direto do atual prefeito. Portanto, ele teria sido orientado à moderação nos elogios e nas declarações públicas de voto.

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