Após ameaçar levar apuração à Justiça, Trump diz que declarará vitória 'quando houver vitória' e 'se houver'

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Após sugerir que poderia não aceitar o resultado das eleições e que poderia levar o pleito à Justiça, o presidente americano Donald Trump afirmou nesta terça-feira que só irá declarar vítoria "quando houver vitória" e "se houver". A declaração foi dada em uma entrevista à emissora Fox News:

— Quando houver vitória, se houver vitória — afirmou o presidente, que disse crer ter "chances muito sólidas de vencer". — Eu acho que seremos vencedores. Acho que as pesquisas, você sabe, estão escondendo [a realidade]. Acho que teremos vitória. Mas [só declararei] quando houver vitória. Você sabe, não há motivo para jogos.

No domingo, o site político Axios noticiou que o presidente pretendia se autodeclarar vencedor caso as primeiras parciais lhe fossem favoráveis. No mesmo dia, no entanto, Trump negou que faria isso, mas indicou que poderia dar início a batalhas judiciais em torno da apuração de votos recebidos pelo correio após o dia 3 assim que a votação for encerrada.

Diante da avalanche de votos pelo correio, é possível que a apuração leve mais tempo que o habitual, já que muitos estados-pêndulo não puderam apurá-los antecipadamente.

Como esta modalidade é particularmente popular entre os democratas, e o voto presencial, preferido por republicanos, é provável que os primeiros resultados sejam favoráveis ao presidente, criando uma "miragem vermelha", a falsa impressão de que estaria na frente.

Também nesta terça-feira, a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, votou em Palm Beach, na Flórida. Ela e Trump transferiram seus registros eleitorais de Nova York para o estado do Sul no ano passado. Trump, assim como Biden e sua mulher, Jill, votaram antecipadamente.

— É o dia da eleição, então eu queria vir aqui e votar hoje — disse Melania, ao ser questionada sobre porque não votou junto com o presidente.