Após anúncio de demissões, trabalhadores da Mercedes-Benz fazem greve

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Em assembleia, na tarde desta quinta-feira (8), a produção foi paralisada e deve retornar na segunda-feira. Segundo o sindicato, haverá reunião na terça-feira (13), com a empresa, para iniciar negociações. Em nota, a Mercedes-Benz destacou que “as discussões que impactam diretamente nossos colaboradores serão objeto de ampla negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC”.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selérges, disse, durante a assembleia, que a paralisação é um protesto e que pretende mostrar à direção “como se negocia”, segundo reportagem divulgada no site da entidade.

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Aroaldo Oliveira da Silva, diretor executivo do sindicato, lembrou que a entidade já vinha discutindo com a direção da fábrica temas como a situação do mercado de caminhões, a necessidade de reestruturação de áreas, a falta de peças e de semicondutores.

Reestruturação

As mudanças na fábrica da Mercedes-Benz envolvem a terceirização de parte da produção. Segundo a empresa, a decisão é focar na fabricação de “caminhões e chassis de ônibus e no desenvolvimento de tecnologias e serviços do futuro”.

“Vamos deixar de produzir internamente alguns componentes e deixar de exercer atividades que podem ser realizadas por outras empresas parceiras, tais como: logística, manutenção, fabricação e montagem de eixos dianteiro e transmissão média, ferramentaria e laboratórios, até então realizadas na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e que passarão a ser exercidas por empresas contratadas””, diz a nota.

A montadora destaca ainda que a preferência é pela contratação de empresas “na região do Grande ABC, em compromisso com a nossa comunidade local”. A empresa diz ainda que a cadeia de novos fornecedores deve gerar grande volume de negócios.

A Mercedes-Benz está instalada no Brasil há mais de 65 anos.