Após baque na segunda, Bolsa sobe 0,80% com correção de preços

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Gráficos das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa, na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira retomou os 125 mil pontos nesta terça-feira (20), em um pregão marcado pela correção de preços e de posições de investidores após as fortes quedas vistas na véspera.

O Ibovespa, principal índice acionário do país, encerrou a sessão em alta de 0,80%.

Segundo analistas, apesar do receio diante da disparada de novos casos de coronavírus, relacionada à variante, a recuperação dos preços do petróleo e dos mercados acionários internacionais acabou sendo positivo para a Bolsa brasileira.

Segundo a analista da Toro Investimentos Stefany Oliveira, o movimento de correção de posições visto ao longo do pregão desta terça-feira é natural.

"Além disso, muitos investidores viram vários ativos que foram bastante descontados e acabaram com um preço atrativo para novos entrantes. Isso impulsiona o fluxo comprador e joga esses ativos para preços mais altistas", afirmou.

Segundo a analista, esse movimento explica os ganhos de ações dos bancos, por exemplo, que costumam ter bastante correlação com o Ibovespa, principal índice acionário do país, e até mesmo do setor de turismo.

"Esses ativos atrelados a viagens e turismo sentem bastante o cenário de expansão da Covid-19 e o receio do mercado com a demora da retomada econômica. Mas da mesma forma que sentem essa pancada mais forte, o movimento de alta também acaba sendo maior", disse Oliveira.

Além dos preços atrativos, o impulso do setor financeiro na Bolsa de Valores também vem das expectativas dos investidores em relação à temporada de balanços no Brasil.

"O setor financeiro, por sua liquidez, é a porta de entrada dos investidores estrangeiros na Bolsa brasileira. A queda recente do setor, com os papéis retornando para os níveis de março, e as expectativas de bons resultados no segundo trimestre também ajudam a explicar o movimento de recuperação", afirmou o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro.

As blue chips -nome dado pelo mercado às ações de empresas em boa condição financeira e consolidadas entre as líderes do ramo- foram destaque na sessão.

Além dos papéis de grandes bancos, a Vale subiu 0,74% e a Petrobras registrou ganhos de 1,29% nas preferenciais (sem direito a voto) e de 1,63% nas ordinárias (com direito a voto) -também refletindo a melhora nos preços do petróleo.

O petróleo tipo Brent, padrão internacional, subiu 0,82%, cotado em US$ 69,18 (R$ 362,95).

No exterior, os índices americanos também encerraram o dia em alta. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam com ganhos de 1,62%, 1,52% e 1,57%, respectivamente. Na Europa, o Euro Stoxx 50, um dos principais índices da região, subiu 0,71%.

O dólar, que teve uma sessão volátil nesta terça, acabou devolvendo apenas parte da alta registrada na véspera -também um reflexo da melhora de clima no Brasil e no mundo.

A moeda encerrou com queda de 0,38%, cotado em R$ 5,2300.

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