Após bate-boca na CPI, Eduardo Bolsonaro compara Simone Tebet a Maria do Rosário

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Após a discussão na CPI da Covid motivada por uma fala machista do ministro da Controladoria Geral da União (CGU) Wagner Rosário, na tarde de terça-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) comparou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) com a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Pelo Twitter, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escreveu “Lembra ou não lembra um ‘mas o que é isso?!”, fazendo menção à briga de seu pai contra a deputada petista, a quem o mandatário precisou pagar uma indenização e fazer uma retratação depois.

Durante o depoimento de Rosário à CPI da Covid, o ministro da CGU, sem conseguir responder os questionamentos de Simone Tebet, tentou se esquivar das perguntas chamando a senadora de “descontrolada”. A fala geral bate-boca entre os presentes na comissão e fez com que Rosário passasse à condição de investigado pela CPI.

Na publicação de Eduardo, feita nesta quarta-feira, o deputado chama Tebet de “Maria do Rosário do Senado” e completa a publicação escrevendo “É ou não é um circo?”. A postagem tem o vídeo do momento em que Rosário faz a ofensa contra a senadora.

A briga a qual Eduardo faz referência aconteceu em 2014, quando Bolsonaro disse que não estupraria Maria do Rosário porque ela não merecia por ser “muito feia”. A ofensa foi dita a deputada em discussão dos dois e depois repetida por Bolsonaro, na época também deputado, na tribuna da Câmara. Por causa da fala, uma apologia à violência contra a mulher, o presidente foi obrigado a pagar uma indenização de R$ 20 mil e fazer uma retratação pública.

O próprio Eduardo também já foi acusado de fazer apologia à violência contra a mulher. No dia 13 deste mês, a Secretaria da Mulher na Câmara divulgou uma nota de repúdio à uma postagem do deputado que tinha uma imagem da deputada federal Professora Dayane Pimentel (PSL-BA). Na publicação, a parlamentar aparecia com um alvo no rosto e era descrita como “traidora nível hard”.

"Lamentamos a postura recorrente de Eduardo Bolsonaro por meio de atos de violência política de gênero em redes sociais, incompatíveis com o mandato parlamentar e por se constituírem em verdadeiro atentado à Constituição brasileira, visto que, apesar da liberdade de expressão se configurar entre as liberdades constitucionais asseguradas, entretanto, aquele que pratica crime contra a honra ou ameaça à vida, seja no mundo físico ou em ambiente virtual, deve estar ciente de que está sujeito à responsabilização penal, que poderá ser de detenção e/ou multa, dependendo do crime, sem prejuízo da responsabilização civil por meio de indenização por danos morais e materiais”, disse a secretaria em nota.

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