Após Bolsonaro liberar academias e barbearias, prefeitura do Rio diz que serviços essenciais são definidos com comunidade científica

RIO - Salões de beleza, barbearias e academias foram incluídos como serviços essenciais, podendo voltar ao funcionamento após a edição de um decreto pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira. Nem por isso esses estabelecimentos estão autorizados a reabrirem as portas no município do Rio. Em nota, a prefeitura afirma que as medidas "têm sido tomadas com a comunidade científica, conforme a análise da curva de avanço da doença, sempre com foco na prevenção do contágio e preocupação com a vida das pessoas". A liberação dessas atividades foi criticada por governadores e especialistas.

A publicação em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), que surpreendeu até mesmo o Ministro da Saúde, foi feito no dia em que o municípios do Rio de Janeiro endureceram as medidas para conter a circulação de pedestres e veículos.

Após serem anunciadas ontem pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, durante coletiva, o município carioca tem mais medidas válidas a partir desta terça-feira, por pelo menos sete dias. Entre elas, a circulação de carros e pessoas está restrita em áreas comerciais de 11 bairros com registro de aglomerações e os estacionamentos na orla e nas ruas internas da Praia do Leme até o Pontal estão proibidos.

Os serviços essenciais sofreram ainda mais restrição nas comunidades. Diferente de outros pontos da cidade, nesses locais só poderão funcionar supermercados e farmácias. Comércios como açougues e mercearias ficam impedidos de abrirem as portas.

Nesta segunda-feira, Niterói intensificou as ações para estimular o isolamento social. O lockdown na cidade estabelece multa de R$ 180 para quem permanecer em ruas, praias e praças do município, e será válido até a próxima sexta-feira (15). Também teve início o controle de acesso à cidade, na Região Metropolitana do Rio, com passageiros dos veículos tendo a temperatura corporal aferida.

O deslocamento nas ruas está permitido somente por força de trabalho, idas a serviços de saúde ou farmácias e para compra de alimentos e outros itens essenciais. Também estão fora da penalidade quem estiver a caminho de estabelecimentos autorizados a funcionar.