Após chuva em Duque de Caxias, ruas ficam alagadas e moradores perdem móveis

Cíntia Cruz e Cléber Júnior
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Mais de 12 horas após o fim da forte chuva da noite deste domingo, moradores de Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ainda sofrem com ruas alagadas e móveis danificados pela água.

Completando 49 anos nesta segunda-feira, marceneiro Amaro Alves dos Santos passou a manhã limpando o bueiro da rua onde mora, no sub-bairro Jardim do Sol, para que a água escoasse. Ele contou que a chuva caiu entre 19h e 22h.

— Toda vez que chove é isso. Não tem como sair de casa. Só com água na canela. Minha sogra foi trabalhar com uma garrafa d'água para lavar as pernas quando chegasse no asfalto. Às vezes, se chover forte em Petrópolis, a água desce pelo Rio Taquara e transborda aqui — lamentou o morador, que criticou a falta de limpeza de um canal no bairro:

— Se a prefeitura limpasse sempre, isso não aconteceria, mas, infelizmente, entra prefeito e sai prefeito e não fazem nada.

No Jardim Annhangá, a dona de casa Alexsandra Santos, de 37 anos, perdeu a cama das filhas. Há menos de um mês, uma enchente já tinha destruído seu guarda-roupa. Além do prejuízo, ela teme pela saúde das crianças:

— Não temos temos saneamento básico nem asfalto. Só bueiros entupidos, ruas de barro, rios sem drenagem. Toda vez que chove, a gente passa por isso. Moro com filhas de 6 meses e de 8 anos. Tenho medo dessa enchente trazer doença para elas.

Na Vila Cocota, o autônomo Paulo Sérgio Neves Miranda, de 52 anos, disse que a situação de ruas como a Rivieira e Botelho de Oliveira se deve à construção de uma ciclovia no bairro.

— Após a construção dessa ciclovia aqui na Coronel Assunção, a situação piorou mais porque os manilhões por onde descia a água e as caixas de distribuição foram quebrados e aterrados. Há dez dias, perdi guarda-roupa, sofá, cama, rack, televisão. Ontem, colocamos tudo em cima dos paletes. Entrou água no barraco, mas não atingiu nada.