Após cobranças, secretário da Educação de SP diz que receberá sindicato dos professores

**Arquivo**SÃO PAULO, SP, 02.01.2023: EDUCAÇÃO - O secretário de educação do governo de Tarcísio de Freitas, Renato Feder, durante entrevista em uma sala de reunião do Palácio dos Bandeirantes. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
**Arquivo**SÃO PAULO, SP, 02.01.2023: EDUCAÇÃO - O secretário de educação do governo de Tarcísio de Freitas, Renato Feder, durante entrevista em uma sala de reunião do Palácio dos Bandeirantes. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário da Educação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Renato Feder, diz que até a semana que vem abrirá diálogo com a Apeoesp (sindicato dos professores), que o cobrou por não ter recebido a entidade desde que tomou posse.

Liderada pela deputada estadual Professora Bebel (PT), a associação quer discutir demandas trabalhistas e já fala em convocar greve se não houver acordo.

Bebel afirma que fez pelo menos cinco pedidos de audiência com Feder. O sindicato só foi recebido até hoje pelo secretário-executivo da pasta, Vinicius Neiva.

Nesta semana, a Apeoesp divulgou documento em que relata "uma conjuntura adversa", com "um governo bolsonarista" que tem à frente da Educação "um secretário de viés privatista e que até o momento não se dispôs a conversar com nossa entidade".

"Vou recebê-los, sim. Provavelmente na semana que vem", diz Feder ao Painel. Ele, que nega a pecha de privatista, afirma estar disposto a conversar sobre a redistribuição das aulas para os professores, mas defende a busca de uma proposta intermediária e promete atender a "pedidos justos".

"Sou um secretário técnico. Acredito na educação pública de qualidade e de resultados, com boa formação de professores e condições adequadas", segue ele, falando em esforço para dar reajuste salarial para os professores, "como também quer o governador Tarcísio".

O sindicato também tem exigências como o abono de faltas para professores que participem de atividades da categoria e a liberação para ida a consultas médicas. Quer ainda que o governo paulista se comprometa com o piso nacional da categoria, incorporando o reajuste ao salário.