Após conversa de Fux e Bolsonaro, Lira espera confirmação para reunião entre Poderes

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BRASÍLIA — O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta terça-feira que espera uma confirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para uma reunião marcada entre chefes de Poderes. Os ataques recentes de Jair Bolsonaro a ministros do Corte e a ameaça de não realização das eleições de 2022 causou reações dos demais poderes.

Na segunda-feira, Fux recebeu Bolsonaro. A reunião, realizada a convite do ministro, foi adicionada de última hora na agenda do presidente. No encontro, Fux pediu respeito aos limites constitucionais e marcou com o presidente uma reunião entre os Três Poderes para fixar "balizas sólidas para a democracia brasileira tendo em vista a estabilidade do nosso regime político".

— Nós estamos falando diariamente pelo telefone. De sexta-feira para cá, com todos os envolvidos. O presidente Fux me ligou ontem. A princípio era entre quinta e amanhã. Parece que ficou para amanhã (quarta-feira) às 9h. Ficou de me confirmar, se todos os outros confirmassem a data e a hora, para que conversássemos. Isso é normal, salutar, é conversando que as coisas se adequam — disse Lira.

Bolsonaro insultou pessoalmente o ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e afirmou que, caso o voto impresso auditável que defende não for implantado, não haverá eleições em 2022.

Nesta terça-feira, Lira sugeriu que não há votos suficientes para aprovação do projeto na Câmara, onde tramita em comissão especial. Além disso, jogou a responsabilidade sobre a tramitação do tema para o Senado.

— Toda decisão legislativa, ela depende de voto. Quem vai analisar isso são os membros da comissão, por enquanto. Venho colocando de forma prática: a Câmara já votou em 2015 (o assunto). Não teria necessidade de passar por isso de novo. A PEC está no Senado. Foi em 2015, (a PEC) que prevê voto auditável e impresso. Então, se não houver no Senado condição de votar lá, eu não sei que diferença faria. São coisas do processo legislativo.

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