Após CPI mirar governo, Bolsonaro diz que não está preocupado com a investigação

Dimitrius Dantas
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — Enquanto as principais lideranças da CPI da Covid revelaram que irão focar na omissão e nas ações erráticas do governo federal comissão, o presidente Jar Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não está preocupado com a investigação realizada pelos senadores. Durante a live semanal que faz em suas redes sociais, o presidente afirmou que o governo continua trabalhando "a todo vapor" e não será distraído pelo trabalho dos parlamentares.

Na semana passada, entretanto, o GLOBO revelou que o Palácio do Planalto montou uma operação de guerra com levantamento de documentos e a preparação do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para seu depoimento na comissão. Além disso, documentos protocolados na CPI pelos senadores Ciro Nogueira (PP/PI) e Jorginho Mello (PL/SC) continham indícios de terem sido produzidos dentro do Palácio do Planalto.

— A gente continua trabalhando a todo vapor. Não estamos preocupados com essa CPI. Num primeiro momento era para investigar ações e omissões do governo, nem tinha fato definido e acabou o ministro do Supremo determinado ao Senado que abrisse a CPI. Depois foi feita uma coleta de assinaturas para uma nova CPI para investigar também os recuros mandados pelo governo para estados e municípios — afirmou o presidente.

Durante a live, Bolsonaro voltou a criticar as medidas de distanciamento social e de lockdown. O presidente atacou principalmente a cidade de Araraquara, em São Paulo, uma das que chegaram a decretar lockdown. Segundo Bolsonaro, o prefeito da cidade, Edinho Silva, do PT, iria levar a cidade à miséria. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos antagonistas do presidente durante a crise da Covid-19, também foi criticado. O tucano foi chamado de "ditadorzinho" pelo presidente.

Bolsonaro repetiu que é a favor de que apenas as pessoas do grupo de risco fiquem em isolamento. O presidente também lamentou as mortes. Nesta quinta-feira, o país superou o número de 400 mil óbitos em decorrência da Covid-19.

— O govero federal não fechou o comércio, não falou que todo mundo tinha que ficar em casa. Eu falava, semrpe falei, tem vídeo meu no passado, que as pessoas mais vulneráveis, com comorbidade, tem que pegar um cuidado especial. Se o vírus pega, complica. Lamentamos as mortes, chegou a um número enorme de mortes aqui — afirmou o presidente.