Após crítica de Bolsonaro, Inmetro diz que vai intensificar fiscalização em postos de gasolina

Eliane Oliveira e Bruno Rosa
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BRASÍLIA e RIO — Citado pelo presidente Jair Bolsonaro, no fim de semana, como exemplo de órgão que não averigua de forma satisfatória os volumes de combustíveis vendidos nos postos revendedores, o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) informou que está articulando ações com outros órgãos para intensificar fiscalização nas bombas medidoras.

Além do Inmetro, o presidente mencionou outras instituições, como Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

No último sábado, Bolsonaro afirmou que a formação de preços dos combustíveis no Brasil é uma caixa preta. Ele criticou a qualidade dos produtos e disse que a gasolina e o óleo diesel poderiam ser 15% mais baratos, se os órgãos de fiscalização estivessem "funcionando".

Em resposta ao GLOBO, o Inmetro destacou que, independentemente dessa articulação com instituições como a ANP e a própria polícia, são realizadas operações de campo durante todo o ano, por meio da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade Inmetro.

Em 2020, primeiro ano de pandemia, foram 318.581 operações de verificações. Em 2019, antes do surto de Covid-19, foram 416.522 incursões.

O Inmetro também informou que está em fase de implantação da certificação digital das bombas medidoras de combustíveis em todo o país.

A assinatura digital é feita no "pulser", um componente da bomba que integra o transdutor, dispositivo responsável pela conversão da energia gerada pelo abastecimento na informação digital que o consumidor vê na bomba, com a quantidade de volume entregue.

"Com as mudanças, essa informação passa a contar com uma assinatura digital, que aumenta a segurança. Para isso, o Inmetro operará como uma autoridade certificadora de objetos de primeiro nível na infraestrutura de chaves públicas brasileira (ICP-Brasil), algo inédito no Brasil", ressaltou o órgão.