Após as críticas do Bolsonaro às urnas eletrônicas, apenas um partido solicita inspeção do código-fonte

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BRASÍLIA — Apenas um partido se credenciou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para verificar o código-fonte das urnas eletrônicas. O prazo para inspeção foi aberto há quase vinte dias. O Partido Verde apresentou-se como única legenda interessada. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, durante a abertura do Teste Público de Segurança (TPS) das urnas.

— Nós abrimos esse código-fonte para a investigação de todos os partidos políticos e de todas as entidades fiscalizadoras, que desde outubro podem estar atuando. [...] Já tomaram as providências de manifestação de interesse o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a CGU e a Procuradoria Geral Eleitoral e o Partido Verde. Portanto, essas são as entidades que já se habilitaram para o acompanhamento dos códigos-fontes que estão abertos e à disposição para a investigação_ afirmou Barroso.

Previsto na legislação eleitoral, a abertura do código-fonte faz parte das ações do Tribunal para que haja transparência do sistema eletrônico de votação. De acordo com o TSE, podem fazer a inspeção do programa entidades, como Forças Armadas, Polícia Federal e representantes técnicos de todos os partidos políticos

Em meio às críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre a segurança das urnas eletrônicas, o TSE começou em outubro o cronograma de auditoria das urnas, que é feito antes das eleições, para averiguar as possíveis vulnerabilidades do sistema.

Nessa segunda-feira, por exemplo, o TSE iniciou o Teste Público de Segurança (TPS), evento que dá possibilidade de investigadores executarem testes de ataques às urnas eletrônicas. A ideia do TPS é aprimorar as possíveis fragilidades do sistema e equipamentos mediantes à ataques de pessoas físicas, instituições e hackers.

Durante uma semana, é possível fazer 29 planos de ataques na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

—É uma parceria com a sociedade. Não é um confronto, porque essas pessoas estão nos ajudando a melhorar o sistema. O Teste Público de Segurança existe desde 2009 e, em quase todos eles, nós fomos capazes de aprimorar alguma coisa do sistema com a ajuda desses investigadores; [...] Nós aumentamos o número de de investigadores, de pessoas ou de instituições que podem tentar violar o sistema de 10 para 15, declarou o presidente do TSE.

Bolsonaro voltou a criticar as urnas eletrônicas na manhã dessa segunda-feira. Em conversa com os apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo disse que as eleições de 2022 será mais confiável por conta da participação das Forças Armadas.

— [Luís Roberto] Barroso [presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)] emitiu uma portaria e convidou umas dez instituições. Entre elas uma tal de Forças Armadas para participar do sistema das eleições do ano que vem. Então vamos participar da primeira fase, do código fonte, até a sala secreto. Então não vai ter problema. O ideal é o voto no papel, impresso. Mas agora fica quase impossível uma fraude, porque partamos do princípio de que não haverá cooptação de militar nessa questão — disse Bolsonaro.

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