Após críticas sobre China, chefe de direitos humanos da ONU rejeita 2º mandato

Alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, em Genebra

Por Emma Farge e Wendell Roelf

GENEBRA (Reuters) - A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, Michelle Bachelet, indicou nesta segunda-feira que não buscará um segundo mandato --o anúncio surpresa foi feito em um discurso ao Conselho de Direitos Humanos da entidade com sede em Genebra.

Bachelet fez uma viagem à China no mês passado, pela qual foi criticada por grupos de direitos humanos e por alguns governos ocidentais, incluindo os Estados Unidos, que disseram que as condições impostas pelas autoridades chinesas à visita não permitiram uma avaliação completa e independente do ambiente de direitos.

"Com meu mandato como alta comissária chegando ao fim, a quinquagésima sessão deste Conselho será a última que eu lidero", afirmou ela, sem dar uma razão.

Alguns diplomatas disseram que esperavam que Bachelet, ex-presidente do Chile que é vista como próxima do secretário-geral da ONU, António Guterres, permanecesse no cargo após o término de seu mandato no final deste ano. Houve murmúrios na sala do Conselho de Genebra quando ela fez o anúncio.

No discurso, ela disse que seu escritório está trabalhando em uma avaliação atualizada da situação dos direitos humanos na região de Xinjiang, na China, onde há alegações generalizadas de que a maioria muçulmana uigur foi ilegalmente detida, maltratada e vítima de trabalhos forçados.

A China nega todas as acusações de abuso em Xinjiang.

"Será compartilhado com o governo para comentários factuais antes da publicação", disse ela sobre o relatório, que estava previsto para ser publicado meses atrás, sem dar um cronograma.

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