Após criticar indigenista e jornalista mortos na Amazônia, Bolsonaro presta condolências às famílias

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Depois classificar como "aventura" a atuação do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips na Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro prestou condolências às famílias da dupla pela primeira vez desde que foi confirmado os assassinatos de ambos. Em resposta a uma publicação de pesar da Funai no Twitter, nesta quinta-feira, Bolsonaro manifestou palavras do solidariedade.

"Nossos sentimentos aos familiares e que Deus conforte o coração de todos!", escreveu o presidente.

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Dois homes ligados suspeito de ligação com a pesca ilegal confessaram terem participado da execução de Pereira e Phillips, que desaparecerem na região do Vale do Javari no dia 5 de junho. Os corpos dos dois foram localizados na quarta-feira.

Ontem, Bolsonaro chegou a usar as redes sociais para elogiar o filme "Top Gun: Maverick", mas não comentou sobre o crime.

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Nesta quinta-feira, a Funai lamentou a morte do indigenista, que fazia parte do quadro de servidores da instituição e estava licenciado, e do jornalista. Em nota, a instituição afirmou que Bruno Pereira "deixa um imenso legado para a política de proteção de indígenas isolados e de recente contato". A Funai afirmou ainda que o indigenista era considerado referência por colegas e indígenas e "sempre colaborativo com todos os setores da Funai, reunindo características que inspiravam a todos".

Apesar da nota elogiosa, a própria Funai foi alvo de uma decisão judicial que proibiu a instituição de "desacreditar a trajetória do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do Jornalista Dom Phillips". A determinação foi dada pela justiça após uma ação movida pela Defensoria Pública da União contra um comunicado emitido pela Funai após o desaparecimento de Dom e Bruno. De acordo com a DPU, a nota buscava "culpabilizar as vítimas".

Além do presidente Jair Bolsonaro e da Funai, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também manifestou pesar sobre o caso.

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