Após demissão, casal cria confeitaria e sonha empregar família

“Da nossa casa para a sua casa”. Não poderia ser mais perfeita a frase criada pelo casal Alessandra Pereira e Edmar Diniz para apresentar a confeitaria Pereira Diniz, nascida em 2017, em meio a um período de turbulências enfrentado pela família que dá ao nome ao estabelecimento. É na casa, em Tomás Coelho, também habitada pela pequena Agatha, de 8 anos, filha da supervisora administrativa e do eletrotécnico, que todos os doces e salgados artesanais são produzidos. Os bolos caseiros, as tortas salgadas e os pavês são alguns dos itens mais pedidos pelos clientes do bairro e da redondeza. O cardápio vasto ainda conta com uma sobremesa que se tornou um fenômeno de vendas e elogios: o Afogadinho. A sobremesa, preparada com brownie de chocolate e mousse de doce de leite, tem a assinatura de Agatha.

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— Nós brincamos que a nossa filha é a funcionária padrão da Pereira Diniz. Se deixar, ela quer participar de tudo. Criou o Afogadinho, grava os vídeos para as redes sociais e faz questão de nos ajudar na montagem dos kits que serão entregues aos clientes. Ela diz que está juntando dinheiro para comprar a confeitaria (risos). A Pereira Diniz é, verdadeiramente, uma empresa familiar. Todas as nossas receitas são caseiras e preparadas com muito amor – diz Alessandra, que disponibiliza o perfil pereiradiniz_artesanal, no Instagram, para contato.

A história da confeitaria artesanal Pereira Diniz começou em março de 2017 quando Diniz perdeu o emprego no ramo de eletrotécnica. A delicada situação financeira deixou o também professor de Matemática em depressão. Para piorar, a profissional de administração ficou desempregada poucos meses após o marido. Foi em meio a este momento de grandes desafios que a confeitaria entrou na vida do casal. Diniz ganhou de presente da irmã cursos de panificação. Logo seus panetones fizeram sucesso na vizinhança. Na sequência, ele se especializou em outras áreas da arte culinária.

— A confeitaria me ajudou a sair da depressão. Mas, no início, não tinha noção de negócio e a Pereira Diniz não era rentável. Eu gostava de fazer as receitas, mas não entendia da parte administrativa. Foi aí que a Alessandra assumiu este lado e as coisas melhoraram. Sou apaixonado por cozinha desde pequeno. Com 12 anos, eu já fazia feijão, bolos. A perda do emprego fez com que eu entrasse neste ramo profissionalmente. Como voltei a trabalhar com eletrotécnica, concilio os dois trabalhos com o maior prazer – ressalta.

Alessandra também retomou sua vida profissional fora da confeitaria, mas, assim como o marido, reserva um tempo para se dedicar à Pereira Diniz com muita alegria e disposição.

— Nos fins de semana, o nosso foco é todo para a confeitaria. É uma benção poder ter este negócio familiar que está dando certo. Ainda temos a sorte da Agatha estar envolvida neste projeto – comenta.

O sonho do casal Pereira Diniz é ampliar o negócio, mas seguir como uma empresa familiar.

— O nosso objetivo é um dia crescer e poder contratar pessoas da família para trabalharem ao nosso lado. Nós temos muitos planos idealizados a seis mãos para levar cada vez mais o alimento que produzimos, com as nossas raízes, para outras famílias — conclui Alessandra.