Após derrota na Câmara, aliados de Silveira apostam que pedido de desculpas pode atenuar punição no Conselho de Ética

O Globo
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BRASÍLIA - A derrota por 364 foi acachapante para Daniel Silveira (PSL-RJ), que viu seus pares optarem por mantê-lo na prisão após as ofensas dirigidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e incitação à violência. Mesmo assim, aliados de Silveira acreditam que o pedido de desculpas feito por ele na sessão de ontem poderá atenuar a punição no Conselho de Ética. A Mesa da Câmara enviou ao conselho pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar.O mesmo grupo também tem expectativa de que o Supremo libere Silveira da prisão. Como informou a colunista Bela Megalle, (https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/para-ministros-do-stf-moraes-vai-manter-prisao-do-deputado-daniel-silveira.html) na última quinta-feira, ministros do STF, antes mesmo de a Câmara julgar o caso de Silveira, já diziam que a prisão deveria ser convertida em medidas de cautelares. O Ministério Público sugeriu que o parlamentar uso tornozeleira eletrônica, seja impedido de se aproximar do Supremo, mas tenha autorização para ir ao Congresso.- Esperamos que na semana que vem, passado o calor da emoção, os ministros julguem a soltura. Como o Daniel agiu de forma cordial, inclusive com pedido de desculpas, a Corte tende a se acalmar. Não tem por que ele estar preso. Nosso medo é que ele seja condenado e tenha seus direitos políticos cassados. Esse é o nosso receio - disse o deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ), que tentou captar votos pela soltura do aliado.A mesma avaliação faz o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), um dos políticos mais próximos de Silveira.- Acho a prisão desnecessária. Nos próximos momentos, o STF terá a sensatez e lucidez de soltá-lo. É absolutamente desnecessário mantê-lo preso. O fato de pedir desculpas atenua um eventual julgamento de mérito no âmbito do Conselho de Ética. Mas hoje, o que estava sendo avaliada, era a prisão em si. E ressalto que estou estupefato e preocupado com a decisão da Câmara.