Após derrota, Partido Trabalhista confirma início de processo para substituir líder

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após uma derrota avassaladora para o Partido Conservador nas eleições parlamentares, os trabalhistas britânicos confirmaram na noite deste domingo (15) o início do processo para substituir o líder da sigla, Jeremy Corbyn.

Corbyn pediu que seu sucessor seja eleito no final de março, o que significa que ele ficará no cargo por mais três meses, aproximadamente.

Segundo o jornal The Guardian, a secretária-geral dos trabalhistas, Jennie Formby, escreveu ao comitê executivo do partido para tratar de um cronograma da sucessão, com a recomendação de que o processo se inicie em 7 de janeiro.

A deputada Rebecca Long-Bailey é a favorita na corrida sucessória, embora não tenha declarado oficialmente sua candidatura.

A eleição de quinta (12), cujo principal mote foi a saída do Reino Unido da União Europeia, viu o Partido Trabalhista sofrer seu pior resultado desde 1935, com muitos de seus partidários que querem o desligamento do bloco europeu votando para os conservadores de Boris Johnson.

Os trabalhistas perderam 59 assentos, fazendo desmoronar o chamado muro de tijolos vermelhos -o cinturão de cidades industriais do centro-norte inglês que costumavam eleger trabalhistas nas últimas muitas décadas.

Corbyn se disse "muito triste", mas não pediu desculpas pela derrota.

Com o resultado, o primeiro-ministro Boris Johnson continuará à frente do governo e deve aprovar com facilidade o brexit até 31 de janeiro, como prometeu.

Boris deve realizar a votação do acordo de saída no Parlamento britânico ainda antes do Natal, para em seguida começar a negociar uma cordo comercial com o bloco europeu que esteja finalizado até dezembro de 2020.

Na quinta (19), data em que a Rainha fará o pronunciamento oficial estabelecendo o programa oficial do novo governo, se espera que Boris também prometa mais fundos para o sistema público de saúde britânico -uma promessa que ele planeja fazer virar lei.